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Seu futuro emprego pode estar nas redes sociais

Acessos ao LinkedIn cresceram mais de 400% em 2010 no País, e Facebook virou basepara checar informações

Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2011 | 00h00

O que você faz ou diz nas redes sociais pode ajudar a definir seu futuro profissional. É cada vez mais importante estar bem exposto na internet para aumentar as chances de arranjar um novo emprego: o LinkedIn, de perfis profissionais, já tem 3 milhões de usuários no Brasil - só no ano passado, a procura pelo site cresceu 428%. E mesmo redes voltadas às horas de lazer, como o Facebook e o Orkut, já são monitoradas por consultorias e empresas em busca de candidatos.

Especialista em mídia e internet, Emerson Calegaretti é hoje presidente da CerejaPRN, empresa de conteúdos de mídia para o varejo. Ele arranjou seus últimos empregos graças a seu perfil no LinkedIn. Calegaretti, que já foi vice-presidente do MySpace e diretor comercial do Google, diz que a exposição na web é sempre "360 graus": "Não dá para criar personagens diferentes para LinkedIn e Facebook, mas é preciso ter cuidado com o que se diz. Por mais que se crie controles de privacidade, alguma coisa sempre pode escapar."

Segundo Marcelo Cuellar, responsável pela divisão de RH da consultoria Michael Page, é preciso usar as redes sociais de forma pragmática: quando alguém aceita um colega de trabalho ou cliente como "amigo" no Facebook, o uso não é mais somente pessoal. "Com 500 amigos, o Facebook deixa de ser um fórum intimista e passa a refletir algum tipo de estratégia profissional", diz. Segundo pesquisa publicada pela revista britânica HR Magazine, 55% dos recrutadores hoje usam o Facebook como fonte para checar dados de candidatos.

Busca. No entanto, na hora de procurar talentos, o LinkedIn é a ferramenta predileta dos recrutadores - segundo a revista, 78% das empresas de seleção usaram a rede social no ano passado. Danilo Santos, gerente de RH da empresa de engenharia Progen, inaugurou o perfil da companhia no LinkedIn há dois meses, com o objetivo de reduzir o tempo de contratação para 15 dias. "Trabalhamos com projetos de curto prazo. Por isso, é difícil esperar meses pelo profissional", explica. "A rede é muito dinâmica e facilita a identificação do perfil."

Para garantir a alimentação constante de sua estratégia no LinkedIn, a consultoria DBM criou um fórum de discussão do qual participam hoje cerca de 5 mil profissionais - na maioria, ex-clientes da empresa. "É uma forma de o profissional que está chegando à rede ter mais informações sobre a situação do mercado", diz o consultor Rogério Sepa, lembrando que a empresa "aconselha fortemente" os clientes em busca de uma vaga a montar um perfil no LinkedIn. "Temos um workshop que realizamos duas vezes por mês para ensinar a usar a internet como plataforma profissional."

O papel das consultorias no LinkedIn, explica Denys Monteiro, da Fesa, é separar o "joio do trigo": "A gente vai ajudar a selecionar, entre 100 opções, os três ou quatro candidatos mais adequados. E tudo com o sigilo essencial no mercado executivo." Para Fábio Saad, da Robert Half, a rede social é útil para "quebrar o gelo". "O site substituiu a "ligação fria". É uma forma de buscar referências e pedir indicações antes do primeiro contato."

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Uma página do Facebook com colegas de trabalho e clientes é também vitrine profissional.

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