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Móveis com defeitoNo dia 4 de outubro de 2008 fiz um investimento de R$ 15 mil na compra de um dormitório planejado completo no grupo WW Dell Anno. A montagem, em vez do dia 20 de janeiro, como combinado, foi feita só no dia 29. Após a instalação, constatei que uma das gavetas da mesa de cabeceira estava com o puxador desalinhado, uma das prateleiras do armário de roupa teve o revestimento descolado e o alinhamento do armário estava com um acabamento cheio de falhas. Liguei para a loja, que ficou de marcar um dia para que as falhas fossem sanadas. Mas até o dia 8 de janeiro eu não tive nenhuma resposta. Os funcionários deveriam receber treinamento adequado no pós-venda, porque estão lidando com mercadorias que representam, muitas vezes, o sonho de uma vida inteira dos clientes.SOLANGE MITICO YOSHIJIMASão PauloA Única Indústria de Móveis S.A. informa que o atendimento para verificar os problemas relatados foi realizado em 19 de janeiro.A leitora diz que a equipe da Dell Anno fez parte dos reparos, que ficou faltando trocar a tampa da gaveta e que a loja deu um prazo de 15 dias para isso.Josué Rios*: A relação de consumo não pode ser transformada numa cilada, em que, depois de fechar o negócio, o consumidor se vê enredado num cenário de desídias encetado pela própria empresa vendedora, como ocorreu neste caso. E tudo resultado da falta de uma providência simples: acompanhamento e controle da qualidade dos objetos vendidos e instalados na casa da cliente. Em compras desastradas como essa a vítima tem duas opções: cancelar o negócio, exigir que a empresa leve de volta as peças imprestáveis e devolva o que recebeu com a devida atualização monetária; ou aguardar a solução tardia dos problemas, como foi o caso, e ir ao juizado exigir reparação por dano moral. Sem assistência técnicaGostaria de externar meu inconformismo com a pós-venda da General Eletric (GE) e com a assistência técnica por ela indicada. Em novembro de 2006 adquiri, por intermédio da Kitchens, um forno de parede a gás. No dia 21 de outubro de 2008 foi constatado pela assistência técnica Picoli Refrigeração Campinas que a válvula de entrada de gás não passava a pressão adequada, razão por que seria necessário trocá-la. No dia 29 de novembro a válvula foi trocada, mas apresentou novo problema. Em 6 de dezembro o técnico da Picoli solicitou nova troca da válvula, pois ela apresentou defeito de fábrica. Tanto a peça trocada quanto os serviços foram pagos. Como se trata de um forno, portanto de uso diário, a troca era urgente. E uma vez que nenhum contato foi feito até 6 de janeiro, telefonei para a assistência técnica e para a GE, cuja funcionária pediu de novo todos os dados, desde a nota fiscal da compra do forno, os serviços realizados, até o endereço da assistência técnica. Estou decepcionado com a pós-venda da GE. ROBERTO ROSSITValinhosA GE Eletrodomésticos informa que vem mantendo contato com o consumidor a fim de encontrar a melhor solução conjunta.Josué Rios*: Se o devido reparo ou a substituição da peça não for realizado no prazo máximo de 30 dias, contados a partir da primeira reclamação do cliente, a GE tem a obrigação de realizar a troca do forno, ou devolver o valor da compra, conforme a escolha do consumidor. E, como a reclamação envolve um problema de segurança, o interesse maior (e urgente) de sanar o vício deveria ser da própria GE, uma vez que, se houver algum acidente de consumo com o forno, o ônus em matéria de indenização para a empresa será de grande monta, além de expor a falta de segurança do produto. Contrato automáticoSolicitei à Catho Online estorno da parcela de R$ 41 cobrada de minha fatura de cartão de crédito Visa, pois fiz um plano trimestral para procura de emprego para meu filho, que terminou em 18/11/2008, e não manifestei interesse num novo trimestre de contrato. Mesmo assim a Catho debitou uma nova parcela em 18/12, iniciando um novo trimestre de cobrança. Cancelei o plano dia 2/1, e não quero acreditar que a Catho vá se valer da confiança que depositei na empresa quando passei o número do meu cartão de crédito. Este tipo de ação desmoraliza as compras via internet e esta empresa estaria na contra-mão da modernidade. O que vale é o fato: paguei 3 meses por um plano trimestral e agora quero sair. Não devo nada e tenho o direito de não querer mais relacionamento com a Catho. A atendente da Catho me deu várias desculpas e não solucionou o problema. VITOR LONGO DA SILVAIlha do Governador (RJ) A assessora de imprensa, Bruna Martinho, esclarece que a Catho Online entrou em contato com o sr. Silva para encontrar uma solução que suprisse as suas necessidades.O leitor contesta: A solução que a Catho encontrou foi transformar o plano trimestral, que estenderam sem me consultar, em plano mensal, cobrando apenas a primeira mensalidade, estornando a diferença em fatura do cartão. Passaram-me essa solução dia 14/1, mas ainda não houve o estorno até o dia 19/1. O problema não foi resolvido. Josué Rios*: A melhor interpretação do Código de Defesa do Consumidor conduz à conclusão de que a vontade do consumidor, em termos de contratação de um serviço, não pode ser obtida por seu silêncio, mas mediante a expressa confirmação da contratação. Portanto, se a avença inicial tinha duração de três meses, a sua prorrogação não poderia se dar de forma automática (pelo silêncio do cliente) como pretendia a Catho, pois isso configuraria clara exploração da vulnerabilidade do consumidor, o que é vetado pela lei. Daí o valor cobrado referente a tal prorrogação deve ser devolvido para o contratante - e devolvido em dobro, por se tratar de cobrança indevida.Cobrança-surpresaSou cliente da American Express Card (Amex) há pelo menos 20 anos. Tenho dois cartões. Um deles recebi sem pedir, com a promessa de anuidade gratuita. Em dezembro veio uma correspondência informando que seria cobrada uma taxa de R$ 30. Em caso de não cobrança, ofereciam, como alternativa, a assinatura de uma revista da Editora Abril. Liguei para a Amex e a atendente disse que, como eu tinha outro cartão, não haveria cobrança e que desconsiderasse a correspondência. Até quando teremos de aguentar cobranças descabidas que induzem ao erro e à confusão?LUIZ ANTONIO BERNARDISão PauloA Assessoria do Banco Bradesco S.A. informa que manteve contato com o cliente para esclarecimento do assunto. Josué Rios*: O consumidor não pode ser importunado pelos missionários da "empurroterapia", como é comum no setor de cartões de crédito. Se a empresa informou que o cartão é gratuito, não pode depois aparecer com novidades desagradáveis. A conduta invasiva e incômoda pode ser denunciada ao Banco Central. E, se persistir, mesmo depois de o consumidor reclamar, o abuso enseja o direito à reparação moral.*Josué Rios, advogado especializado em Defesa do Consumidor, é colunista do Jornal da TardeSeus direitosENDEREÇOAvenida Engº Caetano Alvares, 55, 6º andar, CEP 02598-900, São Paulo/SP FAXFax (011) 3856-2940E-MAILconsumidor.estado@grupoestado.com.brEste espaço é aberto a reclamações de consumidores que se sintam prejudicados ou tenham dúvidas ref. às suas relações com empresasAs reclamações devem ser enviadas com assinatura, identificação RG, endereço e telefone. O Estado se reserva o direito de selecioná-las para publicação. Correspondência sem esses dados não será considerada. Todas as reclamações serão enviadas às empresas, que terão 15 dias para responder.

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