Sexta-feira é dia decisivo para Rodada Doha, diz Amorim

Para chanceler brasileiro, esta sexta será o dia de saber se acordo na OMC será ou não possível

Regina Cardeal, da Agência Estado,

24 de julho de 2008 | 18h24

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, disse que esta sexta-feira, 25, será o dia decisivo para as negociações da Rodada Doha para liberalização do comércio mundial na Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra. "Vamos continuar as discussões amanhã e acho que será o dia em que saberemos se (um acordo) é possível ou não", afirmou Amorim, depois que os negociadores concluíram as discussões desta quinta. "Talvez não terminemos tudo, mas precisamos ter um acordo". Veja também:Rodada Doha: entenda o que está em jogo em Genebra Sarkozy diz que não assinará acordo em Doha na forma atualDeclaração de Stephanes enfraquece Amorim em Doha, diz CNA'Não acredito em Doha', diz StephanesBrasil quer benefícios para etanol na Rodada DohaDiretor da OMC reduz grupo de negociação de Doha a 7 países Stephanes 'deve achar que estou me divertindo', diz Amorim A representante de Comércio dos EUA, Susan Schwab, também afirmou que a sexta será o dia decisivo da semana de discussões destinadas a salvar a Rodada Doha, após sete anos de impasses nas negociações. "Veremos amanhã se todos estão preparados para fazer a sua parte", disse Schwab ao deixar a sede da OMC.  "Até agora não houve rompimento; houve envolvimento, houve interesse em continuar", disse Amorim, acrescentando que prefere uma atitude "construtiva" ao pessimismo. "O tempo está se esgotando e há, é claro, o limite da resistência física", acrescentou, referindo-se às longas discussões da noite passada que terminaram às 4h da madrugada de hoje em Genebra.  O Brasil, os EUA, a União Européia, o Japão, a Índia, a Austrália e a China devem se reunir novamente ao meio-dia de amanhã, antes que uma reunião mais ampla, reunindo todos os 35 ministros convidados ao encontro, seja realizada, disseram as autoridades.

Mais conteúdo sobre:
OMCRodada DohaAmorim

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.