Shell apresenta plano e reabre refinaria na Argentina

Empresa vai investir US$ 60 milhões no país, podendo assim retomar suas atividades em território argentino

MARINA GUIMARÃES, Agencia Estado

11 de setembro de 2007 | 12h18

Após uma série de incidentes com o governo argentino, a Shell decidiu apresentar um plano de investimentos de US$ 60 milhões no país, depois de sete dias de fechamento de sua refinaria e pouco antes de uma virtual falta de combustíveis. Com a apresentação do plano, a empresa poderá retomar as atividades de sua usina local e a produção deverá estar normalizada dentro de dois ou três dias.   Se o fechamento da refinaria fosse mantido por mais tempo, a companhia já tinha alertado que a partir desta quarta-feira, 12, os postos de serviços começariam a sofrer com a falta de combustíveis. Nesta terça, um assessor da secretária de Meio Ambiente, Romina Picolotti, informou que "a refinaria poderá ser reaberta assim que a tramitação dos papéis estiver concluída".   A refinaria da Shell foi fechada em meio a acusações de irregularidades e violações de normas da Secretaria de Meio Ambiente. Picolotti é acusada pela Justiça por nepotismo e mal uso de verbas públicas e, segundo os bastidores da política argentina, o dossiê contra ele foi divulgado para a impressa pelo ministro do Planejamento, Julio De Vido.   Outro motivo que acirrou a briga entre a Shell e o governo argentino foram as constantes declarações públicas do presidente da petrolífera, Juan José Aranguren, contra as políticas de Néstor Kirchner.

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