Shell contra os postos irregulares

A Raízen começou uma força-tarefa para tirar a marca Shell, administrada pela empresa, de postos de combustível irregulares. Até agora, foram identificados 33 estabelecimentos (em São Paulo, no Paraná e no Rio) que usam a marca, mas compram combustível de fontes desconhecidas. Só que tirar o nome Shell da fachada desses postos não é tarefa fácil. A briga foi parar na Justiça.

O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2012 | 03h07

Desde maio do ano passado, quando iniciou a ofensiva contra os postos, a empresa conseguiu tirar sua bandeira de 13 estabelecimentos. "A intenção é impedir que o posto continue a lesar o consumidor e a nossa marca", diz o gerente de relacionamento de revenda da Raízen, James Assis.

A empresa descobriu a irregularidade mapeando postos que já foram parceiros no passado mas pararam de comprar com ela. Alguns continuavam usando a marca indevidamente. Esses postos foram denunciados à Agência Nacional do Petróleo (ANP), ao Procon e à Delegacia do Consumidor. Em seguida, a empresa recorreu à Justiça. Em dez casos, a Raízen perdeu a ação em primeira instância e recorreu.

Segundo a advogada Patrícia Oliveira, do escritório Barros Ribeiro Advogados, que atende a Shell, uma onda de processos semelhante ocorreu em 2000, quando chegaram ao mercado os postos sem bandeira.

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O último relatório global da consultoria PwC sobre fusões e aquisições na área da saúde mereceu um capítulo inédito só sobre o Brasil. O País foi mesmo um destaque neste primeiro semestre: saiu do 20º lugar no ranking de transações para a 3ª posição, comparando-se os primeiros seis meses deste ano com o mesmo período de 2011. Nesse caso, o Supercade, que provocou uma enxurrada de fusões e aquisições no mês de maio, não é a única explicação para a disparada. A quantidade de negócios quase não se alterou (de 18 para 19). O salto foi em valores - de US$ 273 milhões para US$ 1 bilhão. "Já passamos por duas ondas de consolidação nesse setor", diz Carlos Suslik, diretor da PwC. "Agora, os negócios começam a ser mais maiores."

VAREJO

Restoque, da Le Lis Blanc, queima estoques

Esta última semana não foi fácil para a Restoque, dona da marca Le Lis Blanc. A empresa divulgou na terça-feira

um prejuízo de R$ 12,8 milhões no segundo trimestre e viu suas ações despencarem quase 11% entre segunda e sexta-feira. Além do prejuízo, outro indicador pode ter afastado os investidores. O nível de estoque da empresa, que há um ano era de R$ 65 milhões, está em R$ 164 milhões - cresceu num ritmo 25% mais acelerado do que a abertura de novas lojas. Mas a empresa, ao que parece, já está se mexendo. Fará um bazar de 12 dias em São Paulo, a partir desta quarta-feira, com produtos das marcas Le Lis Blanc, Bobô, John John e Noir - tudo com 70% de desconto.

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