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Shell prevê reservas estáveis e alta de produção

Companhia equilibra produção com descobertas, ainda que desempenho tenha ficado atrás de concorrentes

Tom Bergin, da Reuters,

17 de março de 2009 | 10h23

A Royal Dutch Shell assegurou seus planos de crescimento da produção no médio prazo e disse que informou que o dividendo deve subir mais de 1% neste ano. A petrolífera revelou ainda reservas estáveis de petróleo e gás no final de 2008 ante 2007.

 

A segunda maior petrolífera não estatal do mundo em valor de mercado afirmou nesta terça-feira, 17, que pode gerar um crescimento da produção anual de 2% a 3% a partir do começo da próxima década.

 

A Shell, cuja produção tem caído há seis anos, havia informado anteriormente que previa potencial de crescimento no longo prazo de 2% a 3%. Às 10h03 (horário de Brasília), as ações da Shell na bolsa de Londres perdiam 2,4%, superando a queda de 1,7% do índice DJ Stoxx, que monitora o setor de gás e petróleo.

 

Nas últimas semanas, a petrolífera britânica BP e a rival italiana Eni diminuíram as metas de crescimento da produção, e analistas da Morgan Stanley disseram na semana passada que havia um risco da Shell fazer o mesmo.

 

Ao adicionar novas reservas, a companhia apresentou um desempenho melhor do que analistas esperavam em 2008, com uma taxa de reposição de reservas de 98%, conforme medição sob regras da Securities and Exchange Commission (SEC, na sigla em inglês), afirmou um porta-voz.

 

Isso significa que a Shell equilibrou quase toda sua produção com novas descobertas no ano, ainda que seu desempenho tenha ficado atrás de concorrentes como a BP.

 

Embora investidores temessem que a queda de US$ 100 nos preços do barril do petróleo desde julho do ano passado fosse forçar grandes petrolíferas a reduzir seus generosos dividendos, a Shell informou que elevará o pagamento em 2009 para cerca de US$ 10 bilhões, ante US$ 9,8 bilhões no último ano.

 

A companhia não se compromete a continuar o programa de recompra de ações, com o qual gastou mais de US$ 3 bilhões em 2008. "Nós não temos uma bola de cristal sobre os preços do petróleo, então estamos planejando tendo como base que o declínio pode durar mais de um ano", declarou o presidente-executivo da Shell, Jeroen van der Veer, em um comunicado.

 

Após ter vendido um número de refinarias e operações de varejo na Europa e na África nos últimos anos, a companhia disse que pode vender novas instalações e atividades na Alemanha e na Nova Zelândia.

 

A Shell está atualmente sendo investigada pela SEC, órgão regulador dos mercados dos Estados Unidos, e pelo Departamento de Justiça do país "por violações do US Foreign Corrupt Practices Act", informou a companhia em relatório anual.

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