Shell quer vender blocos na Nigéria; chinesas têm interesse

Campos têm valor de mercado de até US$ 5 bilhões e possuem reservas de 100 milhões de barris, diz fonte

Marcílio Souza, da Agência Estado,

21 de dezembro de 2009 | 10h22

A Royal Dutch Shell está procurando compradores para dez de seus ativos de produção de petróleo onshore na Nigéria, depois de as instalações da companhia terem sido alvos de ataques de insurgentes, disseram pessoas próximas do assunto no domingo, 20. As chinesas Sinopec e China National Offshore Oil Corporation (Cnooc) teriam mostrado interesse nos ativos.

 

Os campos têm um valor de mercado de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões e representam reservas provadas de petróleo de cerca de 100 milhões de barris, disse uma das fontes. A companhia anglo-holandesa, há décadas a maior operadora estrangeira de petróleo na Nigéria, quer vender os blocos no primeiro e segundo trimestres deste ano.

 

A Shell sofreu uma série de ataques nos últimos quatro anos contra suas instalações de exploração onshore no país, que lhe custaram a perda de milhões de dólares em lucros desde 2006. Um porta-voz da companhia recusou-se a comentar o assunto. As unidades offshore estão fora do alcance dos manifestantes.

 

A decisão viria num momento em que o governo nigeriano quer arrochar as condições financeiras oferecidas às operadoras estrangeiras. As propostas ainda precisam de aprovação, e analistas dizem que podem afetar os investimentos no país.

A Shell Petroleum Development, joint venture da companhia com o governo da Nigéria, produziu em média 850 mil barris de petróleo equivalente por dia no ano passado, abaixo de sua capacidade de 1 milhão de barris por dia. As informações são da Dow Jones.

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