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Shopping Iguatemi tem o 14º aluguel mais caro do mundo

Brasil desce dois degraus no ranking de aluguel de lojas de varejo, segundo pesquisa da Cushman

Márcia de Chiara, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2013 | 02h14

O Brasil caiu duas posições no ranking dos aluguéis mais caros do mundo de pontos comerciais para o varejo. Em junho 2012, o Shopping Iguatemi, em São Paulo, ocupava a 12ª posição na pesquisa global feita pela Cushman & Wakefield em 333 pontos comerciais. Em junho deste ano, o mesmo empreendimento estava na 14ª colocação nessa lista, com aluguel mensal de R$ 800 por metro quadrado.

O valor é o mais alto do País e está muito acima do Shopping Cidade Jardim também em São Paulo (R$ 570) e do Shopping Leblon, no Rio (R$ 380).

Esta mudança não significa que o aluguel tenha diminuído. "O Brasil perdeu posições no ranking dos aluguéis mais elevados do varejo mundial por causa do alta do dólar em relação ao real e da melhora relativa dos preços de locação do varejo no resto mundo", afirma Marcelo da Costa Santos, vice-presidente da Cushman & Wakerfield.

De 2012 para 2013, as três primeiras posições no ranking foram mantidas: a China, com Causeway Bay em Hong Kong e valor mensal do aluguel de R$ 5.975,10 por metro quadrado (m²); os Estados Unidos, com a 5ª Avenida, em Nova York (R$ 4.951,22 por m²); e a França, com a Champs-Elysées (R$ 3.170,15 por m²).

Segundo Santos, a novidade constatada pela pesquisa do valor dos aluguéis é que, depois da crise, o varejo europeu começa a reagir. Esta reação aparece na valorização dos aluguéis de vários pontos comerciais. Os aluguéis de lojas na Champs-Elysées, por exemplo, subiram 38,5% em euros nos últimos 12 meses até junho, impulsionados pelas lojas de alto luxo.

Outro dado de aluguel que reflete a recuperação do mercado varejista europeu foi a alta registrada na locação da Bond Street, em Londres, um endereço extremamente sofisticado. Em 12 meses até junho, o valor da locação subiu 15,6% em moeda local. Com isso, o Reino Unido subiu duas posições, do 6º para o 4º lugar, no ranking dos aluguéis mais caros do mundo no último ano. Movimento semelhante foi constatado na Via Montenapoleone, em Milão, na Itália, que galgou duas posições no último ano no ranking.

O vice-presidente da Cushman & Wakerfield explica que a recuperação do varejo de alto luxo na Europa está sendo puxada pelas compras de consumidores de países emergentes, como China e Brasil, por exemplo.

Em termos globais, os aluguéis pesquisados em 333 importantes pontos comerciais subiram 3,2% em 12 meses até junho. O maior crescimento foi nas Américas, onde o aluguel médio subiu 5,8% em 12 meses até junho, depois de ter caído 10,9% no ano anterior. Na Europa como um todo, incluindo a parte oriental e central, o avanço foi de 2,1% e na Ásia, de 4,5%.

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