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Shoppings antecipam o Natal para elevar vendas

Quase dois meses antes das festas, a decoração de Natal, que a cada ano chega mais cedo aos shopping centers, começa a invadir os estabelecimentos da capital. A maioria dos centros de compra já estará enfeitada logo após o feriado de Finados, mas o primeiro a mostrar sua decoração especial será o Central Plaza Shopping, que vai inaugurar a decoração natalina já neste sábado. O objetivo é atrair mais clientes desde já e, assim, não deixar que a crise na economia interfira nas vendas.No Interlagos, a decoração especial vai ser inaugurada em 3 de novembro; no Ibirapuera e no Iguatemi, em 5 de novembro. Na Rede Plaza (formada pelo West Plaza, Paulista e Plaza Sul), a data prevista é 9 de novembro.O superintendente do Central Plaza, João Carlos Alves Feitosa, diz que o objetivo da antecipação é fazer com que as pessoas, especialmente as crianças, tenham mais tempo de aproveitar o que o shopping vai oferecer. Já o superintendente da Rede Plaza, Marco Antônio Charro, diz que, apesar de este ano os shopping centers da rede estarem antecipando a inauguração da decoração de uma semana a dez dias, isso já estava programado desde o ano passado.Para o presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Nabil Sahyoun, porém, a explicação para a antecipação está, sim, numa sensível queda nas vendas registrada nos últimos meses, por conta, principalmente, do racionamento de energia e da alta do dólar. "O objetivo é, em meio a este cenário tenso, tentar criar um clima positivo para as pessoas que vão aos shopping centers, estimulando-as a comprar".Enquanto as datas são antecipadas, a quantidade de dinheiro empregada nas decorações surpreende.Apesar de ainda não ter data de estréia de sua decoração, o Center Norte já informou que vai gastar R$ 1,5 milhão. O Morumbi, R$ 500 mil; o Interlagos, R$ 300 mil, e o Ibirapuera, R$ 250 mil. A esperança é a de que o grande investimento seja compensado pelo aumento nas vendas. Sahyoun prevê um aumento que deve variar entre 2% e 3%.

Agencia Estado,

25 de outubro de 2001 | 10h24

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