Shoppings devem fechar semestre com queda de 2% nas vendas

As vendas em shoppings centers devem encerrar o primeiro semestre deste ano com um recuo de 2% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), responsável pela previsão, é a primeira vez nos últimos dez anos que o faturamento no primeiro semestre é negativo.Da mesma forma, a previsão fixada no começo do ano pela Alshop para os doze meses de 2003 era de uma expansão de 5% das vendas. Mas este porcentual deve ser revisto para 3% em reunião do setor a ser realizada no início de julho. Assim, o varejo de shopping precisaria registrar um aumento das vendas de 5% no segundo semestre. No Dia dos Namorados, o desempenho do varejo, por exemplo, manteve-se no mesmo nível de 2002.Para o presidente da Alshop, Nabyl Sahyoun, os números refletem a retração do movimento, motivada pela conjuntura econômica. Segundo sondagem feita pela Alshop, a maior parte das empresas restringiu os investimentos neste primeiro semestre, realizando apenas 10%, em média, do que tinha sido projetado. "Se uma empresa pensava em abrir dez lojas durante o período, abriu apenas uma", disse Sahyoun. A elevada taxa de juros é o principal entrave para a retomada do comércio, avalia o empresário. Ele adianta que, caso não haja uma reversão destas taxas no curtíssimo prazo, o varejo, a exemplo das indústrias, deve começar a demitir.MortalidadeO índice de mortalidade de lojas de shopping no primeiro semestre foi 5% maior que no mesmo período do ano passado, o que representa o fechamento de cerca de 3 mil estabelecimentos. O impacto sobre o quadro de empregados no setor só não foi maior porque houve a abertura de aproximadamente 3,2 mil novas lojas. Nabyl avalia que o recuo dos juros neste momento, mesmo em porcentuais pequenos, traria um impacto positivo sobre as intenções de investimento das empresas. Ele considera de bom tamanho um corte de 2 a 3 pontos, mas admite que o mais importante é a manifestação do governo de adotar um programa de redução sistemática das taxas. Outra reivindicação da entidade é o maior acesso a linhas de financiamento afim de incentivar a expansão das empresas.

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