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Show Rural Coopavel: 50% mais vendas

Números referem-se a vendas de máquinas agrícolas, estimuladas pela safra que está sendo colhida agora

Leandro Costa, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2011 | 00h00

Encerrou-se, no dia 11, a edição 2011 do Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR). Organizado pela Coopavel Cooperativa Agroindustrial, o evento abre o calendário anual das grandes feiras voltadas para o agronegócio. Além disso, é também uma das principais mostras tecnológicas do setor. Este ano, o destaque ficou por conta do alto número de lançamentos de variedades de milho e soja: 500 ao todo, de diversas empresas.

Algumas já estão disponíveis para o produtor, outras devem chegar ao mercado brasileiro daqui a alguns anos. "No caso da soja, tivemos a apresentação de cerca de 30 variedades com potencial produtivo de até 5 mil quilos por hectare, o que representa um ganho de até 30% sobre a média atual do oeste do Paraná, que gira em torno dos 3.500 quilos", diz o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli. O mesmo vale para o milho, cujas novas variedades prometem aumentar de 8 mil quilos por hectare para até 15 mil quilos.

Máquinas. As vendas de máquinas e implementos durante a feira também chamou a atenção. Segundo estimativas da cooperativa cresceram cerca de 50% em relação ao ano passado, o que resultou em um volume de negócios próximo de R$ 1 bilhão. "Alguns fabricantes chegaram a vender a produção dos próximos seis meses", diz.

Para Grolli, o aquecimento na comercialização de tratores, colhedoras e outras máquinas agrícolas é resultado do bom preço da soja e do milho no mercado internacional. "No ano passado, nesta mesma época a soja estava 40% mais barata e o milho 56%", diz Grolli. "Com margens maiores de lucro, o produtor corre para investir em tecnologia."

Por fim, Grolli faz uma leitura ambiental dos resultados obtidos na feira. "Ficou claro que o produtor está consciente de que é preciso investir em tecnologia, e não na expansão da área plantada, para aumentar a produção", disse. "Em anos anteriores, percebíamos uma corrida para comprar as terras do vizinho, já que no Paraná não há mais para onde avançar de forma legal", continuou. "Agora, pela primeira vez, notamos que eles não pensam mais dessa forma, até porque o custo da terra está muito alto."

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