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Sicredi: IPCA deve fechar outubro com alta de 0,59%

A inflação fechada de outubro deve terminar o período com uma taxa mais elevada do que a apurada em setembro, quando atingiu 0,35%. De acordo com o economista Pedro Ramos, do Banco Sicredi, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o décimo mês do ano com alta de 0,59%, pressionado principalmente pelos grupos Alimentação, Artigos de Residência, Vestuário e, em menor medida, por Transportes.

MARIA REGINA SILVA, Agencia Estado

18 de outubro de 2013 | 13h46

Para Ramos, os preços dos alimentos ainda devem continuar sentindo os efeitos tardios da alta no atacado dos últimos meses, além de impactos atrasados da depreciação cambial. Quanto a Artigos de Residência, ele acredita que, além da volta da cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para eletrodomésticos e móveis, o câmbio também pode continuar pressionando o grupo ao longo de outubro.

"As taxas de Artigos de Residência e de Vestuário devem ficar muito parecidas com as do IPCA-15, mas ainda elevadas. O grupo Transportes deve acelerar, com a expectativa de queda cada vez menos intensa nos preços da gasolina", avaliou, ressaltando que, se houver um reajuste nos preços dos combustíveis nos próximos meses, a estimativa do Sicredi para o IPCA fechado do ano ganharia um extra de cerca de 0,20 ponto porcentual, com a previsão passando de 5,80% para 6,00%.

Ramos lembra que historicamente os bens duráveis sofrem com as oscilações bruscas na taxa de câmbio, mas que nos últimos três anos a depreciação se intensificou e as consequências estão aparecendo. "O governo tentou compensar de alguma forma, como ao reduzir o IPI para eletrodomésticos. Isso segurou por muito tempo, mas agora os preços estão subindo", avaliou, ao referir-se à alta de 0,97% apurada pelo grupo Artigos de Residência no IPCA-15 de outubro.

O índice cheio, por sua vez, acelerou para 0,48% no mês, após elevação de 0,27%, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número ficou acima do esperado pelo Sicredi, que era alta de 0,39%. Já os grupos Vestuário e Transportes mencionados pelo economista tiveram variações de 0,88% e 0,08%, respectivamente, também no âmbito do IPCA-15.

Ramos não descarta a possibilidade de aumento próximo a 1,00% do grupo Alimentação nos próximos meses, puxado especialmente pela estimativa de novas altas em itens como leites, carnes e derivados do trigo que já estão subindo no varejo. "São pressões que virão em outubro e novembro. O varejo ainda não captou toda a alta do atacado", avaliou.

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