Siderurgia crescerá menos no Brasil, aponta BNDES

Os estragos provocados pela crise internacional vão atrasar em até quatro anos os planos do setor siderúrgico de ultrapassar a marca de 60 milhões de toneladas de capacidade instalada no País. É o que aponta um estudo preparado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que será divulgado nas próximas semanas.

AE, Agencia Estado

14 de dezembro de 2009 | 09h43

O trabalho mostra que o volume de 62 milhões de toneladas ao ano de capacidade instalada, previsto antes da crise para 2012, só ocorrerá em 2016. Segundo o gerente da área de indústria de base do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pedro Sérgio Landim, a crise obrigou muitas companhias a suspender, ao longo de 2009, planos de investimentos, o que vai se traduzir em crescimento mais lento do parque siderúrgico. "Alguns projetos saíram do pipeline (planejamento) definitivamente", afirmou.

O ritmo mais lento de crescimento deve reduzir também o volume de desembolso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor. A expectativa é de queda em torno de 20% nas liberações do banco ante 2009, que deve fechar na casa dos R$ 3,5 bilhões. Segundo ele, como 2009 foi um ano de engavetamento de projetos, novos pedidos de financiamento só devem se refletir nas liberações do banco a partir de 2011. "O grosso do investimento já foi feito", disse. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

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