Siderurgia deve buscar competitividade, diz economista

As empresas siderúrgicas brasileiras têm que utilizar como exemplo a vitória do setor na "Guerra dos Portos", com a aprovação da Resolução 72, para brigarem de forma organizada e conjunta em relação a outros fatores que prejudicam a competitividade do setor, afirmou nesta quinta-feira o economista Eduardo Gianetti, durante palestra no Congresso Brasileiro do Aço.

FERNANDA GUIMARÃES, Agencia Estado

28 de junho de 2012 | 11h17

Segundo Gianetti, o sucesso daquela empreitada mostrou que um movimento conjunto das empresas pode gerar força a favor do setor. "O setor precisa fazer como na Guerra dos Portos e agir de forma conjunta. É necessário agir de acordo com os interesses comuns de forma organizada", afirmou. Para ele, o setor deveria começar brigando a favor da desoneração da folha salarial, fator que também retira competitividade, segundo ele.

O economista afirmou que a indústria de transformação brasileira tem passado por dificuldades desde o ano passado, situação que tem piorado com a forte entrada de produtos importados no mercado brasileiro. O especialista citou o forte encargo tributário no setor. "Os impostos correspondem a 40% do custo do produto final", disse.

O presidente do conselho diretor da Instituto Aço Brasil (IABr) e diretor superintendente da Votorantim Siderurgia, Albano Chagas Vieira, destacou que um dos principais problemas do setor hoje é a tributação no custo de capital no Brasil. Segundo ele, para uma unidade de aço greenfield no Brasil, o investimento (capex) por tonelada é de US$ 1,8 mil, enquanto na China é de US$ 550 e na Índia, de US$ 1 mil. "Essa é uma diferença difícil de se transpor", afirmou.

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