Siderurgia nacional é contra projeto da Ceará Steel

A indústria siderúrgica nacional abriu oficialmente uma batalha contra o projeto da Ceará Steel (associação da coreana Dongkuk e da italiana Danielli com a Vale do Rio Doce), que terá gás a preço subsidiado pela Petrobras. O Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) encaminhou na quinta-feira, 1º, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma lista dos prejuízos que o projeto pode trazer à indústria nacional, alertando para as restrições que as exportações brasileiras de aço podem sofrer por causa do subsídio, por descumprir regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).A Petrobras preferiu não comentar. A estatal tem se reunido com os acionistas da Ceará Steel em busca de solução. No mês passado, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), disse que os investidores estrangeiros iriam desistir do projeto, se não houvesse acordo até o fim de fevereiro. Em entrevista ao Estado no início do ano, o diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer, disse que uma das opções seria a entrada da estatal no empreendimento. Até agora, não houve anúncio formal de acordo.O tema começou a ser debatido no fim do ano passado, quando o deputado federal Ciro Gomes reclamou da resistência da Petrobras em fornecer gás natural ao preço pedido pela Ceará Steel. Na época, Sauer contou que o preço inicial, acertado em meados da década de 90, estava próximo dos US$ 1 por milhão de BTU. Hoje, a estatal brasileira vende gás ao mercado a cerca de US$ 5 por milhão de BTU. O executivo frisou, então, que a empresa não poderia assinar um contrato que lhe desse prejuízo.

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