Siderúrgica de Eike Batista poderá ser construída no Pantanal

A EBX - Mineração e Metálicos, presidida pelo empresário brasileiro Eike Batista, já pode iniciar a construção da Siderúrgica MMX em Corumbá, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. A licença de instalação foi concedida pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos na quarta-feira. As obras serão concluídas em 12 meses, gerando 2.500 empregos diretos e indiretos até o término, quando passará a produzir 375 mil toneladas/ano de ferro-gusa, além de exportar 4,9 milhões de toneladas/ano de minério de ferro.O processo de licenciamento, que começou em março de 2005, passou pela elaboração do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental(EIA-RIMA), numa audiência pública realizada em maio deste ano. Na ocasião, obteve a licença prévia e agora a de instalação. Até a concessão da última autorização que é a de implantação, serão investidos US$ 75 milhões, incluindo a aquisição de áreas para plantio de eucaliptos, garantindo o consumo de carvão vegetal dos dois fornos, estimada em 220 mil toneladas/ano.ResponsabilidadeA MMX não faz parte do Pólo Minero-Siderúrgico de Corumbá. É um empreendimento exclusivo do grupo EBX, segundo esclarece nota divulgada pela Rio Tinto Mineração. O documento diz ainda que a Rio Tinto, que desenvolveu o pólo, já concluiu estudos de viabilidade técnica e econômica para a produção de aço no local e está promovendo o projeto junto a potenciais investidores da indústria siderúrgica no Brasil e no exterior, prevendo investimento de US$ 2 bilhões em Corumbá.São calculados, US$ 1 bilhão para a expansão da capacidade da mina de minério de ferro, que deve chegar aos 15 milhões de toneladas/ano no final de 2009, e da infra-estrutura logística para escoamento da produção de minério de ferro e produtos siderúrgicos. A outra metade, US$ 1 bilhão, será investida por siderúrgicas, parceiras na construção de unidades transformadoras de minério de ferro em produtos siderúrgicos.

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