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Siderúrgica desiste de se instalar no Superporto do Açu

Decisão da Ternium chega no momento em que a LLX negocia venda do controle para um fundo dos EUA

LUANA PAVANI , IRANY TEREZA , O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2013 | 02h17

Em crise, o grupo X, do empresário Eike Batista, sofreu uma nova baixa em seu projeto de atração de empresas para o entorno do Superporto do Açu, em construção pela LLX ,no litoral norte do Rio de Janeiro.

Ontem, a ítalo-argentina Ternium desistiu de construir uma unidade no local. A decisão acontece em meio ao processo de venda do controle da empresa de logística de Eike para o fundo norte-americana EIG por R$ 1,3 bilhão. A próxima empresa na mira é a mineradora MMX, que deverá ter seu destino definido na próxima terça-feira.

A LLX tem uma série de memorandos de intenções assinados para a instalação de projetos no condomínio industrial do Superporto do Açu.

Mas a concretização desses investimentos parece longe. Ano passado, a imprensa chinesa já havia noticiado a desistência da Wuhan Iron & Steel (Wisco) em tocar seu projeto no porto da LLX. No entanto, a informação seria negada oficialmente - embora o projeto da Wisco tampouco tenha ido adiante.

Ontem, a LLX informou que recebeu comunicado da Ternium Brasil sobre a desistência do projeto. Por conta disso, ocorrerá a transferência da totalidade das ações da Siderúrgica do Norte Fluminense para a LLX Açu Operações Portuárias, sujeita à aprovação dos órgãos reguladores.

Pelo acordo anterior , a Ternium Brasil teria ações da Siderúrgica Norte Fluminense, controlada pela LLX, e implantaria um polo com capacidade de produção de 5,6 milhões de toneladas anuais de aço bruto.

Novas oportunidades. A LLX informou que está buscando novas oportunidades de negócios para utilização da área, com cerca de 13 quilômetros quadrados, "completamente livre e desimpedida, beneficiada por infraestrutura, certas licenças ambientais e com localização privilegiada."

"Com a retração do mercado siderúrgico nos últimos anos, o modelo de negócios da LLX está sendo revisto. Logo, a decisão da Ternium em não instalar uma usina siderúrgica no Superporto do Açu não altera o desenvolvimento do empreendimento", afirmou o presidente da LLX, Marcus Berto, em nota.

Está mantida a previsão de que o porto comece a operar neste ano. No processo de venda de ativos de Eike, a venda da LLX para o EIG foi anunciada em 14 de agosto.

Segundo uma fonte ouvida pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, espera-se para a próxima terça-feira um desfecho para a venda da mineradora MMX.

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