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Siderúrgicas discutem divisão de cotas de exportação

As cinco exportadoras brasileiras de produtos siderúrgicos semi-acabados - Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Usiminas Cosipa e Açominas reúnem-se pela primeira vez, hoje, para discutir a divisão das cotas de exportação de placas para os Estados Unidos. A informação é do diretor financeiro e de relações com investidores da Usiminas, Paulo Penido Pinto Marques. A expectativa do executivo é de que a cota de 5,4 milhões de toneladas curtas reservada ao Brasil seja dividida igualmente entre as cinco empresas, o que daria uma participação de 20% para cada siderúrgica. Segundo o executivo, a previsão é de que a Cosipa exporte 600 mil toneladas de placas para os Estados Unidos neste ano. No caso da Usiminas, a expectativa é de que as vendas externas de placas para os Estados Unidos alcancem um volume entre 250 mil toneladas e 300 mil toneladas em 2002. "Como já fizemos embarques significativos de placas para os Estados Unidos no primeiro trimestre do ano - 55 mil toneladas - não teremos dificuldades em alcançar a nossa meta", afirma Penido. Na opinião do executivo, a entrada da CST na área de laminados a quente, a partir do segundo semestre, deve facilitar as negociações de cotas para os Estados Unidos. "Para abrir espaço no mercado local provavelmente eles terão de ceder nas negociações de cotas para os Estados Unidos", prevê. Preços - O diretor afirma ainda que a diretoria da Usiminas não esperava que os Estados Unidos decidissem pela aplicação de cotas para a importação de semi-acabados. A expectativa do executivo é de que as restrições puxem para cima os preços da commodity no mercado internacional. "Claro que ainda é cedo para fazer qualquer previsão, mas já no primeiro trimestre vendemos placas com preços melhores do que os praticados no últimos trimestre de 2001", afirma. O diretor da Usiminas participou ontem de teleconferência com analistas de siderurgia de bancos nacionais e estrangeiros.

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