SIG Combibloc vai investir mais R$ 100 mi no Brasil

Fabricante de embalagens cartonadas vai instalar no País sua primeira linha de laminação

ANDRÉ MAGNABOSCO, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2012 | 02h10

A SIG Combibloc, concorrente da Tetra Pak no mercado de embalagens cartonadas, vai investir mais R$ 100 milhões no Brasil. Depois de anunciar, no ano passado, a expansão da unidade de Campo Largo (PR), menos de seis meses após o início das operações locais, a companhia parte agora para a instalação no País de sua primeira linha de laminação. O projeto permitirá à fabricante nacionalizar uma etapa do processo de produção de embalagens longa vida.

A decisão tomada há poucas semanas também deverá beneficiar empresas nacionais das áreas de papel, plástico e alumínio, potenciais fornecedoras da SIG. De acordo com o diretor-presidente da SIG Combibloc América do Sul, Ricardo Rodriguez, a unidade de laminação, onde as matérias-primas são convertidas no material que compõe a embalagem cartonada, vai operar a partir de meados de 2014. "Com este projeto, vamos ultrapassar 100 milhões em investimentos na unidade do Paraná até 2014", disse, em entrevista à Agência Estado.

O montante já supera a previsão inicial da companhia, de aportar 90 milhões no Paraná. Outra diferença é o prazo do investimento. Inicialmente, a SIG pretendia injetar o total até 2016, mas o projeto foi antecipado em dois anos por causa da expansão da demanda doméstica. Nesse escopo estava a linha de laminação, cujo cronograma também previa operações apenas em 2016.

O primeiro passo da SIG no Brasil foi dado em junho do ano passado, com a unidade paranaense preparada para produzir 1 bilhão de unidades anuais. Em dezembro, a direção global da SIG aprovou a triplicação da fábrica, projeto cuja conclusão está prevista para meados de 2013.

Produção local. Definida a etapa de expansão prevista no projeto inicial de Campo Largo, a SIG planeja internalizar a produção. A embalagem, composta por sete camadas (formadas por papel cartão, alumínio e plástico), atualmente importada na forma de laminado branco em bobina e então impressa e convertida no Paraná para o formato de embalagem acabada, passa a ser produzida localmente.

A primeira unidade de laminação da SIG em território nacional entrará em operação já com condições para atender à demanda da fábrica paranaense, com produção futura de 3 bilhões de unidades por ano. Segundo Rodriguez, a atual linha de 1 bilhão de toneladas já opera a plena carga.

Por conta da demanda no Brasil, a SIG ainda não conseguiu tirar do papel o desejo de abastecer, com a unidade no País, o mercado chileno e, posteriormente, outros países sul-americanos. "Achávamos que o crescimento seria um pouco mais lento e, por isso, as ampliações não seriam feitas no ritmo que estão ocorrendo", disse.

A companhia não divulga dados específicos do mercado nacional, mas revela que as vendas locais cresceram aproximadamente 50% em 2011. Neste ano, a expansão deve ser de mais de 60%, e por isso a SIG ainda não consegue atender a demanda doméstica apenas com a produção paranaense. Uma parte das embalagens vendidas localmente ainda é importada.

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