Silas Rondeau afirma que atuação da Petrobras na Bolívia é legal

A Petrobras atua na Bolívia de forma legal. Tanto na Bolívia como em qualquer outro país. A garantia foi dada hoje pelo ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. Ele afirmou que "lamenta e estranha" a declaração do presidente Bolívia, Evo Morales, que afirmou em Viena que a Petrobras realizaria contrabando. "Não sei a que Morales se referia", afirmou ele.Silas Rondeau participou ontem da primeira reunião de negociação com o governo boliviano sobre a regulamentação do decreto que nacionalizou os setores de gás e petróleo. "Há espaço para negociação dentro dos contratos assinados pela Petrobras e pela estatal boliviana YFPB", afirmou.Ele informou que, nesta reunião, foram criados quatro grupos técnicos, cujas reuniões deverão ser iniciadas já na próxima segunda-feira, em La Paz. Os grupos irão tratar da regulamentação do decreto de nacionalização dos setores de gás e petróleo, da revisão de preços do gás natural e da atuação dos diretores bolivianos que deverão assumir cargos na Petrobrás na Bolívia. Um deles vai tratar especificamente de avaliar uma eventual indenização à Petrobras, informou o mnistro.Rondeau fez a Dilma relato das negociações na BolíviaSilas Rondeau informou que fez hoje, no início da tarde, um relato à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sobre as reuniões que teve durante todo o dia de ontem com representantes do governo boliviano. Ele negou que tenha acertado no encontro com Dilma uma resposta política ao governo boliviano. "Se houver uma resposta política ao presidente Evo Morales, ela será dada pelo presidente Lula", disse.Ele negou que o governo brasileiro não esteja dando a devida atenção às declarações de Morales. "Não estou falando que o governo minimiza ou ignora as declarações de Morales. Mas minha impressão, como ministro, é que há possibilidade de negociação. Prefiro acreditar no que está escrito nos contratos", afirmou.Silas Rondeau informou que antes de La Paz, as autoridades brasileiras passaram na Venezuela onde discutiram cronogramas de estudos para a viabilização do gasoduto Venezuela-Brasil-Argentina. Além disso, um outro tema discutido também na Venezuela foi, segundo ele, o andamento da construção da refinaria de petróleo em Pernambuco, em parceria com a estatal venezuelana PDVSA.

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