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Silvio Santos abre as Lojas do Baú

Nova rede de móveis e eletrodomésticos do grupo deve ter 224 pontos-de-venda no Sul e Sudeste em três anos

Márcia De Chiara, O Estadao de S.Paulo

26 de setembro de 2007 | 00h00

Depois de quase 20 anos fora do varejo, o Grupo Silvio Santos prepara uma nova investida no comércio de móveis e eletrodomésticos. A idéia é aproveitar a marca forte do carnê do Baú da Felicidade, as facilidades de financiamento do Banco Panamericano, que pertence ao grupo, e a presença na mídia por meio do seu canal de TV, o SBT.Batizada de Lojas do Baú Crediário, a nova rede terá 224 pontos-de-venda no Sudeste e Sul do País em três anos. Serão lojas com mais de mil metros quadrados, que vão comercializar, além dos tradicionais artigos de cama, mesa e banho, móveis e eletroeletrônicos. A meta é disputar o mercado com as gigantes do setor, como Casas Bahia e Ponto Frio, por exemplo.A primeira loja foi aberta no início deste mês em Santo André (SP), com 1.460 metros quadrados, e já superou as metas de faturamento, conta o diretor de Varejo do Grupo Silvio Santos, Décio Pedro Thomé. No início do mês que vem, será inaugurada a unidade de Osasco (SP) e, na seqüência, a de São Miguel Paulista, na zona leste da capital paulista.Sem revelar os investimentos,Thomé explica que, na primeira etapa da expansão, que termina no primeiro semestre do ano que vem, serão abertas 25 lojas nesse formato num raio de 150 quilômetros do centro de distribuição da companhia, que fica na Via Anhangüera. A segunda etapa prevê abertura de lojas num raio maior, a 500 quilômetros do centro de distribuição. A contratação total deverá ser de 6 mil trabalhadores.Segundo Thomé, as atuais 36 lojas do Baú da Felicidade com presença em todos os Estados brasileiros serão gradativamente transformadas no novo formato. As lojas do Baú da Felicidade antigas são voltadas para a troca do carnê por mercadorias e não têm atualmente como carro-chefe as vendas do varejo tradicional.''''Ampliamos o foco. Antes, as lojas só eram direcionadas para a troca de mercadorias'''', diz Thomé. Ele destaca que a companhia está fazendo uma sinergia do que já tinha em casa - ou seja, a força do financiamento do Banco Panamericano, a presença na mídia por meio do canal de televisão do grupo e a memória na cabeça do consumidor com o carnê do Baú da Felicidade, o primeiro produto da companhia. O diretor destaca que cerca de 40 milhões de brasileiros tiveram um carnê.''''É um excelente negócio'''', afirma o consultor da Mixxer Desenvolvimento Empresarial, Eugênio Foganholo. Para o especialista, o tripé mídia, crédito e marca forte é uma combinação de sucesso.Ele observa também que a rede já nasce com um faturamento mínimo expressivo. ''''A venda média de uma loja de móveis e eletroeletrônicos é de R$ 500 e o consumidor que vai às lojas trocar o carnê por mercadorias sempre acaba voltando às compras'''', explica o consultor.Thomé, no entanto, não revela as projeções de vendas, muito menos a participação do varejo no Grupo Silvio Santos, que teve receita operacional bruta de R$ 3,2 bilhões no ano passado, obtida por meio de 36 empresas com atuações nas áreas de comunicação, comércio, serviços e na área financeira.NOVA HISTÓRIANão é a primeira vez que o grupo atua no varejo de móveis e eletrodomésticos. Com a bandeira Tamakavi, chegou a ter 35 lojas, vendidas para as Casas Bahia em 1989. De acordo com analistas, a rede não foi para a frente porque não apresentava diferencial.Desta vez, no entanto, a nova rede quer ser diferente das concorrentes. Depois de passar 18 meses analisando a atuação dos principais rivais, Thomé, ex-executivo das Lojas Colombo (a maior rede do gênero no Sul), diz que o diferencial da nova varejista será o atendimento ao consumidor.PLANOS Empregos: devem ser contratados 6 mil trabalhadoresMudança: as atuais 36 lojas do Carnê do Baú serão adaptadasLocal: o centro de distribuição da empresa fica na Via Anhangüera

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