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Silvio Santos e Ratinho disputam rede Dudony

Empresa paranaense, com 110 lojas, está em recuperação judicial desde dezembro

Evandro Fadel, CURITIBA, O Estadao de S.Paulo

29 de maio de 2009 | 00h00

A rede varejista Dudony, de Maringá (PR), em recuperação judicial desde 18 de dezembro, deve ser disputada por dois homens de televisão: Silvio Santos, animador e proprietário do SBT, e Carlos Roberto Massa, o Ratinho, que tem programa na mesma emissora e é dono da Rede Massa, no Paraná. Uma possível definição pode começar a ser traçada no dia 16 de junho, quando uma assembleia dos credores vai analisar a proposta de venda dos ativos. Os credores precisam aprovar qualquer proposta de venda que, depois, segue para a homologação judicial.O diretor jurídico da Dudony, Cleverson Colombo, disse ontem que o Baú Crediário, empresa de varejo do Grupo Silvio Santos, já tinha manifestado interesse e que conversas vinham sendo feitas. Em relação ao Grupo Massa, de Ratinho, porém, ele manifestou surpresa. "Para nós, isso não existe", afirmou.No entanto, a assessoria do apresentador confirmou o interesse. "Ele (Ratinho) disse que estava interessado, entre outras razões por ser uma empresa com raízes no Paraná e atuação forte no Estado", informou a assessoria.A Dudony, marca pertencente à Distribuidora Maringá de Eletrodomésticos (Dismar) e Markoeletro Comércio de Eletrodomésticos, é a maior rede varejista de móveis e eletrodomésticos do Paraná. De suas 110 lojas, 99 (17 delas virtuais, com vendas por catálogo) estão no Estado. As outras ficam distribuídas pelo interior de São Paulo. A empresa foi construída ao longo de 21 anos, mas as dívidas, que chegam a R$ 104 milhões, a levaram ao pedido de recuperação judicial, deferido pela 1ª Vara Cível de Maringá no fim do ano passado. No início do ano, houve uma tentativa frustrada de venda das lojas que estão em São Paulo.CRÉDITOAo pedir a recuperação, a rede atribuiu as suas dificuldades à crise econômica, que causou a restrição abrupta de crédito. O objetivo do pedido era preservar as atividades comerciais, manter os 922 empregos diretos e garantir os interesses dos credores. "A saída da venda é boa porque dará continuidade à atividade e manterá os empregos", destacou Colombo. "Troca-se de mão, mas permanecem os ativos." Caso isso não seja concretizado agora, a falência pode ser decretada.Mesmo reclamando da falta de capital de giro, a direção optou por manter as lojas abertas e garantir os empregos. "A duras penas", salientou o diretor jurídico. Segundo ele, o valor dos ativos ainda depende de uma avaliação mais detalhada. Os principais credores são financeiras e fornecedores de linha branca (geladeiras, fogões e máquinas de lavar) e linha marrom (aparelhos de TV, som e imagem).

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