Simon Properties oferece US$ 10 bi pela General Growth

A Simon Properties Group anunciou, hoje, que apresentou uma oferta de US$ 10 bilhões para comprar a General Growth Properties (GGP), uma concorrente que entrou com pedido de concordata em abril de 2009. O negócio criaria a maior gestora de malls - shopping centers - de alto padrão dos EUA. A General Growth também vinha negociando com o canadense Brookfield Asset Management sobre a possibilidade de esse fundo de investimento, que atua em setores de capital intensivo, tais como imobiliário, prover os bilhões de dólares necessários para sua saída da concordata. A decisão sobre qual será a melhor alternativa - a Simon ou o grupo Brookfield - será tomada pelo conselho da General Growth, enquanto os credores e o juiz que conduz o processo de falência têm a palavra final.

PATRICIA LARA, Agencia Estado

16 de fevereiro de 2010 | 16h56

O grupo Simon Properties, que detém 321 shopping centers no território norte-americano, controla as redes Premium Outlet, que têm uma unidade de Orlando, que reúne lojas promocionais de marcas famosas e é um dos polos de compras mais frequentados na cidade pela comunidade de viajantes brasileiros. A oferta envolveria o pagamento de US$ 7 bilhões em ações ou dinheiro para os credores não securitizados da General Growth. O grupo também propôs o equivalente a US$ 3 por ação quando realizar a cisão da divisão de desenvolvimento imobiliário residencial da General Growth e torná-la uma unidade separada.

"A Simon apresentou a melhor solução possível para todos os acionistas da General Growth", afirmou o presidente e executivo-chefe da Simon, David Simon, em um comunicado distribuído nesta terça-feira. "A Simon está em uma posição única para oferecer aos credores da General Growth e a todos os acionistas, um valor justo e imediato."

Representantes da General Growth não comentaram a proposta apresentada pela Simon. A companhia entrou com pedido de proteção contra credores em abril de 2009, após não conseguir refinanciar uma parcela de sua dívida a vencer. O endividamento da companhia totalizava US$ 27 bilhões na ocasião.

Se acatado pelo conselho da General Growth e aprovado pelos credores e pelo juiz Allan Gropper, da Corte de Falência de Nova York, o negócio combinaria as duas maiores gerenciadoras de shopping centers dos EUA e tornaria o grupo um colosso com 550 centros de compra - cerca de um terço do mercado norte-americano de malls. Esse gigantismo daria à Simon uma influência incomparável nas negociações para concessão de lojas para varejistas e nas conversas com os credores.

O acordo daria metade dos malls voltados para um público de alto padrão aquisitivo nos EUA sob controle da Simon, de acordo com a Green Street Advisors. Dos 307 shopping centers norte-americanos voltados ao público "AAA" - que reúne centros de compra com receita de US$ 400 ou mais por metro quadrado, a Simon detém 71 centros e a General Growth, 77. As informações são da Dow Jones.

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