'Sinais de atividade e confiança podem antecipar melhora do PIB'

Para Alessandra Ribeiro, sócia da consultoria Tendências, resultado pode ser menos negativo ainda no final deste ano; economista acredita que queda pode chegar a apenas 0,5% no 2º tri

Ricardo Leopoldo, O Estado de S. Paulo

01 Junho 2016 | 11h21

SÃO PAULO - Sinais incipientes de estabilização de índices de confiança e alguns resultados menos negativos do que o esperado de vendas de veículos podem indicar uma antecipação da melhora da economia prevista para o início de 2017 para o fim deste ano, comentou ao Broadcast Alessandra Ribeiro, sócia da consultoria Tendências. "Neste contexto, o Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano, cuja previsão de queda hoje é de 1% na margem, pode chegar a um número ao redor de -0,5%", comentou. De acordo com o IBGE, o PIB de janeiro a março apresentou retração de 0,3% ante o trimestre anterior, marca inferior à mediana de -0,80% apurada pelo AE Projeções para o período.

Na avaliação de Alessandra Ribeiro, duas surpresas no PIB do primeiro trimestre pela ótica da oferta foram o desempenho da Indústria e dos Serviços. O PIB da Indústria total caiu 1,2% na margem, e ela previa uma retração de 2,2%. No caso dos Serviços, o IBGE apresentou uma queda de 0,2% ante o quarto trimestre de 2015, enquanto a previsão da Tendências era de uma retração de 0,8%.

"Pela ótica da demanda, um elemento que colaborou foi o consumo do governo, que subiu 1,1%, na margem, acima da nossa projeção de alta de 0,3%, o que pode ter sido explicado em parte por gastos de custeio da máquina pública." 

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