Sinais de recuperação da zona do euro são incertos, diz FMI

Os sinais de uma recuperação econômica são mais incertos na zona do euro do que nos EUA, segundo o diretor gerente do Fundo Monetário Internacional, Horst Köhler. A economia norte-americana cresceu 7,2% no terceiro trimestre, de acordo com dados divulgados na semana passada. A economia da zona do euro contraiu-se no segundo trimestre e espera-se que tenha uma recuperação lenta. Falando na Conferência Leste-Oeste, organizada pelo Banco Central da Áustria, Köhler disse que há sinais crescentes da confiança do setor empresarial nos doze países da zona do euro, em parte por causa das reformas estruturais que estão sendo implementadas em diversos países. Ele citou as reformas no mercado de trabalho e nos sistemas de bem-estar social, e disse que essas reformas, incluindo as alterações no sistema de aposentadoria na França, Itália e Áustria, "precisam ser aprofundadas e ampliadas". Ele acrescentou que os países bálticos e da Europa Central que vão aderir à União Européia têm alguns problemas econômicos em comum, como o desequilíbrio fiscal e a vulnerabilidade no que se refere ao envelhecimento da população. Köhler disse que o enfrentamento desses problemas é essencial para fazer com que a região se torne um centro de investimentos e criação de empregos. Ele disse que as perspectivas para a recuperação estão se firmando em economias avançadas, lideradas pelos EUA, embora tenha alertado sobre a dependência excessiva na economia dos EUA e sobre os desequilíbrios globais em conta corrente resultantes disso. Ele disse ainda que a recuperação dos EUA é uma boa notícia para os mercados emergentes, que se beneficiam de um "ambiente de mercado financeiro estimulante".

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