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Sinais de retomada espalham euforia nas bolsas pelo mundo

Bovespa volta a atingir os 66 mil pontos após 15 meses; bolsas dos EUA, Ásia e Europa também acumulam altas

Nathália Ferreira e André Lachini, da Agência Estado,

14 de outubro de 2009 | 17h14

O dia foi de festa nos mercados financeiros e motivos não faltaram desde esta última terça-feira, a partir do resultado melhor do que o esperado da Intel. A madrugada trouxe números melhores de exportações e importações da China, e a manhã veio com o lucro do JPMorgan bem acima das previsões. Em tal quadro com amplos sinais de recuperação da economia global, a tônica dos negócios foi o aumento do apetite ao risco, o que impulsionou altas fortes em bolsas do mundo inteiro.

 

No Brasil, o Ibovespa, o principal índice da Bolsa de São Paulo, voltou a atingir o patamar dos 66 mil pontos após 15 meses. Ao final do pregão nesta quarta-feira, 14, a Bovespa registrou alta de 2,41%, aos 66.201,13 pontos. No mercado de câmbio local, o dólar não se desvencilhou da tendência de queda e fechou cotado a R$ 1,703 (-1,39%), valor mais baixo desde o dia 3 de setembro de 2008.

 

Em Wall Street, os investidores ficaram bastante empolgados com a divulgação de balanços positivos da Intel e do JPMorgan, além da queda de 1,5% das vendas do varejo, abaixo do que previam os analistas. Essas informações, muito bem recebidas pelo mercado, acabaram refletindo nas operações das bolsas em Nova York. O índice Dow Jones atingiu nesta quarta-feira a marca dos 10 mil pontos pela primeira vez desde 3 de outubro de 2008, encerrando o dia com alta de 1,47% (10.015 pontos). A bolsa eletrônica Nasdaq subiu 1,51%, e S&P-500 valorizou 1,75%.

 

Na Europa, as bolsas também acumularam ganhos intensos. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 subiu 2,1% e fechou a 246,98 pontos, em alta pela segunda vez em três sessões. Fortes ganhos foram observados também entre os índices acionários regionais. O principal índice da Bolsa de Frankfurt, o DAX, subiu 2,45% para fechar a 5.854,14 pontos. O principal índice da Bolsa de Paris, o CAC-40, avançou 2,14% e fechou a 3.882,67 pontos. O índice FTSE 100, o principal da Bolsa de Londres, teve alta de 1,98% para 5.256,10 pontos. As informações são da agência Dow Jones.

 

E na Ásia, o dados positivos da economia chinesa e o bom resultado trimestral divulgado pela Intel se refletiram nos mercados. A Bolsa de Hong Kong fechou na maior pontuação em mais de 14 meses. O índice Hang Seng subiu 2%, e terminou aos 21.886,48 pontos, o melhor fechamento desde 7 de agosto de 2008. Já as Bolsas da China apresentaram elevação pelo segundo pregão seguido. O índice Xangai Composto ganhou 1,2% e encerrou aos 2.970,53 pontos. Já o Shenzhen Composto subiu 0,8% e terminou aos 1.021,10 pontos. Puxada pela baixa nas ações de bancos, a Bolsa de Tóquio foi a exceção neste dia de euforia do mercado financeiro internacional. O índice Nikkei 225 perdeu 16,35 pontos, ou 0,2%, e fechou aos 10.060,21 pontos, na primeira baixa depois de 5 dias consecutivos de ganhos.

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