Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Sinal de corte de juro nos EUA impulsiona alta da Bolsa

Bolsas americanas fecharam com alta de mais de 2%. Bovespa subiu 3,84%. Dólar caiu depois de sequência de alta

Agência Estado,

28 de novembro de 2007 | 17h30

A perspectiva de mais um corte de juros nos Estados Unidos, como forma de reduzir o risco de recessão, provocou uma alta de mais de 2% nas bolsas norte-americanas. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acompanhou o movimento e fechou com alta de 3,84%. No melhor momento do dia, a alta superou o patamar de 4%. As ações européias avançaram 2,67%. Declarações do vice-chairman do Federal Reserve, Donald Kohn, foram o principal combustível para a melhora no humor externo. Sua defesa de uma política monetária mais flexível foi interpretada pelo mercado como um sinal de corte do juro norte-americano na próxima reunião do Fed (banco central dos Estados Unidos), em 11 de dezembro. Este cenário ganhou força com a divulgação no final da tarde do livro bege - sumário sobre as condições da economia norte-americana que servirá de base para as decisões de política monetária a serem tomadas na próxima reunião Fed. De acordo com o texto, o setor de imóveis residenciais nos EUA está "bastante deprimido" e as construtoras prevêem que uma virada não deverá acontecer até o fim de 2008, pelo menos. O texto constata ainda que a debilidade do setor de moradias pode estar contaminando os gastos dos consumidores. Segundo o documento, apesar do freio representado pelo setor de imóveis residenciais, a economia de uma maneira geral continuou a se expandir, "mas a um ritmo reduzido, comparado com o período da pesquisa anterior".  BM&F Alguns operadores também creditaram a alta da Bolsa nesta quarta a rumores sobre a demanda pujante pelos papéis da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). O valor final da oferta secundária a BM&F será fixado nesta quarta, após a conclusão do procedimento de book building. As ações começam a ser negociadas no Novo Mercado da Bovespa em 30 de novembro sob o código BMEF3. A liquidação da operação está estimada em 4 de dezembro. Mercado cambial O dólar quebrou uma série de altas e recuou mais de 2% nesta quarta, aproveitando a menor aversão ao risco no exterior e o interesse de estrangeiros nas ações da BM&F. A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 1,7940, em queda de 2,29%. Desconsiderando o feriado da Consciência Negra, quando os negócios em São Paulo e Rio de Janeiro ficaram parados, foi a primeira queda após sete dias de alta. O Deutsche Bank acredita que o real, apesar de ter perdido algum terreno diante do dólar recentemente, voltará a ter uma tendência de valorização nos próximos meses, atingindo a cotação de R$ 1,60 no primeiro trimestre de 2008. "Com base na nossa visão que a política monetária ativa vai evitar uma recessão global e que os preços das commodities continuarão bem escorados em 2008, acreditamos que a apreciação do real ainda não atingiu seu pico e que sua perspectiva de médio prazo continua positiva", afirmaram José Faria e Drausio Giacomelli, analistas do Deutsche, em nota para clientes. "Os fortes investimentos diretos e de portfólio, atraídos pela melhora das perspectivas de crescimento, as relativamente altas taxas de juros domésticos, e as expectativas de que o Brasil vai obter o status de grau de investimento no próximo ano vão produzir um superávit no balanço de pagamentos de US$ 40 bilhões em 2008 e vão levar o real a se recuperar nos próximos meses, atingindo a cotação de R$ 1,60 no primeiro trimestre de 2008."

Tudo o que sabemos sobre:
Mercado financeiro

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.