Sinalização de Fraga anima investidores

O mercado financeiro vive um momento de trégua, em que o dólar e os juros futuros registraram queda e a bolsa teve forte alta ontem. Se depender do cenário interno, o otimismo deve continuar já que o noticiário domestico é positivo.A perspectiva de que o Brasil e o Fundo Monetário Internacional (FMI) poderão mesmo fechar um acordo para o momento da transição política tende a animar os mercados nesta manhã. Essa possibilidade já contribuiu para a melhora do cenário ontem e uma queda forte na cotação do dólar no mercado à vista. Após o encerramento das atividades, o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, deu declarações que devem reacender as expectativas sobre o tema. Fraga confirmou que há chances reais para que o acordo seja fechado. A notícia agradou muito aos investidores, que temem uma ruptura na política econômica do atual governo no caso de vitória de um dos candidatos oposicionistas. Alguns operadores ressaltam que o desenrolar desse tema será acompanhado de perto e todos os fatos que sinalizarem na direção da concretização do acordo serão encarados como "uma melhora mais geral de cenário e não apenas como uma notícia que se esgota no próprio dia". Mesmo assim, alguns ponderam que o impacto nas cotações, hoje, pode ser mais fraco do que ontem, já que houve antecipação da notícia. Há ainda boas notícias sobre a inflação e a balança comercial. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe referente à prévia de julho foi de 0,23%, abaixo das expectativas do mercado, que apontavam para um número entre 0,3% e 0,4%. Já a balança comercial, segundo dados extra-oficiais, já acumula superávit superior a US$ 3 bi no ano até ontem. Às 10h10, o dólar comercial para venda estava sendo cotado a R$ 2,8090, com alta de 0,54% em relação ao fechamento de ontem. No mercado de juros, os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro de 2003, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagavam taxas de 22,750% ao ano, estável em relação a ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrava alta de 0,59%.

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