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Adriana Fernandes
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Sinalização do Fed é de redução do juro, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou durante a apresentação no Seminário da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústria de Base (Abdib) que a sinalização do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) é de uma redução do juro básico. Segundo ele, essa redução vai dar um afrouxamento na tensão que existe hoje no mercado financeiro internacional. "Não sei se vai reduzir as turbulências", disse Mantega, ressaltando que há um acúmulo de ativos de má qualidade. Ele contou que conversou esta semana por telefone com o secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, que lhe disse a seguinte frase: "Empréstimos ruins, mau crédito". Para Mantega, o comentário sinaliza o quadro atual.Mantega disse que haverá uma acomodação e que isso implica em mudanças nos preços relativos, com a tendência de busca dos investidores por "qualidade". Para ele, a grande questão que se apresenta hoje é saber se as turbulências vão ou não afetar a economia real. "Acredito que haverá uma desaceleração da economia americana, isso já estava acontecendo", afirmou o ministro, e lembrou que essa tendência vinha sendo compensada pelo crescimento das economias européia, dos países emergentes, da China e da Índia. Ele acredita que, no pior dos cenários, a crise poderá criar um impulso para alguma desvalorização do real que, na sua avaliação, seria necessariamente pequena. Isso porque, segundo ele, o saldo da balança comercial brasileira, que hoje está em US$ 46 bilhões, em termos anualizados, "dá uma gordura" ao Brasil. Ele lembrou que em apenas um dia, quinta-feira passada, o dólar chegou a R$ 2,12, e brincou que "não deu tempo de os exportadores fazerem a festa". Mantega se referia ao fato de que, com o dólar mais valorizado, os exportadores costumam antecipar operações de vendas externas. Para tristeza de alguns e felicidade de outros, disse Mantega, o dólar hoje está em torno de R$ 1,98. O ministro considera que o positivo no Brasil é que, enquanto alguns perdem de um lado, outros ganham com o câmbio mais desvalorizado.

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