Sincopetro é contra estratégia da ANP

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Paiva Gouvêia, protestou contra a estratégia de divulgação de preços cobrados pelos postos revendedores em todo o País, adotada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Para Gouvêia, ao destacar os postos que vendem a gasolina com preços mais baixos, a agência reguladora corre o risco de recomendar o consumo em revendedores que recorrem a fraudes para baratear os preços."Eu tenho um custo de R$ 1,37 por litro de gasolina em meu posto, ao qual eu acrescento a margem estabelecida pelo governo", disse ele. "Como é que alguém pode estar vendendo a R$ 1,35 o litro?" Segundo Gouvêia, a ANP estabeleceu como valor de custo R$ 1,29 o litro, ao qual de acrescenta R$ 0,05 da margem das distribuidoras e R$ 0,15 da margem dos postos, somando um preço final de R$ 1,49 o litro. "Acho que a ANP deveria fiscalizar é o posto que vende mais barato."O presidente do Sincopetro destacou que a pesquisa revela que houve queda nos preços da gasolina em São Paulo. A pesquisa, diz Gouvêia, indica que postos do Centro da capital estão cobrando de R$ 1,38 a R$ 1,49 por litro. A gasolina chegou a custar R$ 1,54, o litro.Preço do álcool caiu em 8%Os preços do álcool combustível nas usinas também apresentaram retração desde o pico de alta do final de julho. Segundo fontes do setor, os preços caíram de 8% a 10% e estão estáveis. O governo deverá leiloar 100 milhões de litros dos estoques oficiais na próxima terça-feira. O álcool hidratado está custando entre R$ 54,00 e R$ 58,00 o litro nas usinas e o anidro, em torno de R$ 67,00 o litro.

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