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Sindicalista diz que Fiesp não deve dar tom da reforma

O tesoureiro da Força Sindical, Ricardo Patah, criticou hoje as declarações do presidente da Fiesp, Horácio Piva, sobre a proposta de reforma tributária enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional. "Não é porque o Piva falou que está tudo errado que vamos agora simplesmente querer desmoralizar a proposta do governo federal e ser contra por ser contra", disse Patah. "A indústria já quebrou e não foi por causa da reforma tributária, mas por falta de competitividade."Ontem, Piva criticou a proposta de reforma tributária dizendo que ela "freia" a atividade econômica e que não desonera o setor produtivo, nem amplia a base tributária. Na avaliação de Patah, as críticas feitas pelos segmentos da indústria e do comércio são relevantes, mas não podem dominar o debate. "Acho que o enfoque não deve sair da avenida Paulista, da Fiesp, da Federação do Comércio. Deve se ouvir a voz de São Paulo e do Brasil, o foco do debate deve ser o da sociedade", disse.O sindicalista está participando de um seminário sobre reforma tributária na Assembléia Legislativa de São Paulo. O presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva, um dos palestrantes, chegou atrasado ao seminário e acabou perdendo as críticas feitas por Patah.Ao saber das críticas, Piva reagiu: "Quem diria, até a Força Sindical está criticando o nosso documento?" O presidente da Fiesp voltou a defender o estudo elaborado pela entidade. "Acreditamos que este é o momento oportuno de iniciar os debates dessas questões, justamente pela reforma já estar no Congresso Nacional", reiterou. Patah destacou que a Força sindical apóia de maneira geral a proposta da reforma tributária. A Força, segundo Patah, apoia também a alteração na Lei de Falências, e defende que a CPMF seja mantida como instrumento de fiscalização, mas deve ter a sua alíquota diminuída ao valor mínimo.Em relação ao ICMS, um dos pontos centrais da proposta de reforma tributária, a Força defende que o tributo deve ser cobrado no consumo e não na origem, como é atualmente. "Sabemos que isso não será discutido agora, mas achamos que devemos estar preparados, após um período de transição, para ter o ICMS cobrado no consumo", disse Patah. "Como São Paulo tem 37% do PIB, seremos o estado que mais vai sofrer com essa perda, mas devemos pensar no coletivo e obedecer esse princípio do novo Código Civil. O Brasil é uma nação rica, mas sem capacidade de distribuição."Participam também do seminário, Geraldo Biasoto (professor da Unicamp), José Roberto Afonso (economista do BNDES) e Celso Ming (editor de Economia do Jornal da Tarde).

Agencia Estado,

29 de maio de 2003 | 11h31

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