Sindicalista não crê em mais emprego na indústria têxtil

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis de Americana (SP), o segundo maior pólo do setor do País, Antônio Martins, refutou hoje a informação da Associação Brasileira de Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) de que o setor deverá criar 5 mil postos de trabalho até o final do ano. Disse ainda desconhecer que nos primeiros oito meses do ano o setor criou 4 mil empregos. "Eu não vi Papai Noel nenhum até agora. Tampouco acredito que ele venha", ironizou.O sindicalista disse que as declarações do presidente da Abit, Paulo Skaf, soam como uma "estratégia de marketing". "Se você fala que o setor está ruim, fica pior. Talvez a intenção dele, ao falar que o setor está indo bem, é uma tentativa para manter o preço e não transformar tudo em um grande saldão", disse o presidente do sindicato.Martins afirmou que diante das declarações otimistas da Abit os trabalhadores se sentem estimulados a exigir reposição salarial e outros benefícios. "Nossa data-base é agora em 1º de novembro. Se está tudo mil maravilhas, mais um motivo de eles não endurecerem as negociações", afirmou. Martins denunciou que algumas empresas estão pedindo parcelamento dos direitos trabalhistas em até 10 meses e com carência de 120 dias para iniciar o pagamento. "Há casos ainda de empresas que não estão depositando nem o FGTS", afirma. "Se houve alguma melhora no setor, não foi aqui".

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