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Sindicalistas 'desembarcam' em Brasília contra MPs de ajuste fiscal

Principais líderes sindicalistas se preparam para tentar convencer deputados e senadores de que MPs 664 e 665 retiram direitos dos trabalhadores; iniciativa se contrapõe ao envio da equipe econômica pelo governo ao Congresso para defender o ajuste

Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

23 de março de 2015 | 20h18

Os principais líderes sindicalistas se preparam para mais uma semana de trabalho em Brasília para tentar convencer deputados e senadores de que as Medidas Provisórias 664 e 665 retiram direitos dos trabalhadores e não devem ser aprovadas nas comissões especiais constituídas para debatê-las no Congresso. Contraponto a ação do governo, que enviará a equipe econômica para fazer a interlocução com as comissões especiais, as centrais sindicais organizam ações isoladas e atos conjuntos para tentar revogar ou ao menos alterar as MPs.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, afirmou ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, que continua defendendo a total revogação das medidas e que irá nesta terça-feira a Brasília para percorrer os gabinetes de deputados e senadores e tentar convencê-los de que as MPs devem ser revogadas. "Bem cedo já estarei no Congresso. Vamos ter bastante gente nossa lá, umas 25 pessoas de vários sindicatos tentando conversar com os deputados", afirmou.

Segundo ele, a entidade tem feito ações similares desde que as MPs foram encaminhadas ao Congresso, mas o trabalho "de corpo a corpo" agora tem se intensificado, já que a votação das medidas deve acontecer no fim deste mês. "Toda semana estamos com uma 'pressãozinha'", afirmou.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, também irá a Brasília nesta semana. Na agenda do sindicalista está uma reunião com a bancada do PSD, partido que ele integra, na quarta-feira, às 14h30. "Vou explicar para a bancada como as MPs são ruins", afirmou. Segundo ele, as centrais já organizam atos para o próximo dia 30 em todo País para tentar barrar o avanço das medidas.

Segundo Patah, até a semana que vem outras reuniões com deputados devem acontecer. "Vamos estar e já estamos no Congresso", disse. Patah afirmou que a UGT também está engajada para os atos do dia 30. "Serão atos em todo o Brasil para mostrar nossa indignação", disse.

Até o momento, de acordo com a assessoria da CUT, não há previsão de agendas do presidente da entidade, Vagner Freitas, em Brasília nesta semana.

Nesta segunda-feira, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmou que os ministros da equipe econômica irão às audiências públicas para defender as alterações propostas, consideradas "corretas". As Medidas Provisórias 664 e 665 tiveram suas comissões instaladas na semana passada. Elas precisarão ser votadas nesses colegiados e depois seguirão para os plenário da Câmara e do Senado.

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