Sindicalistas protestam contra o veto de Bolsonaro à desoneração da folha de pagamento

Manifestação foi organizada pela UGT e reuniu cerca de 250 pessoas no Vale do Anhangabaú, em São Paulo; presidentes das centrais vão a Brasília tentar encontro com Davi Alcolumbre para discutir o assunto

Márcia De Chiara - O Estado de S.Paulo

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Um ato contra o veto do presidente Jair Bolsonaro à desoneração da folha de pagamentos das empresas de 17 setores reuniu na manhã desta segunda-feira, 28, 250 manifestantes no Vale do Anhangabaú, no centro da capital paulista. O protesto foi convocado  pela União Geral dos Trabalhadores (UGT) e 17 sindicatos. Contou com apoio das demais centrais, das quais Força Sindical e CTB estavam representadas.

“Veio mais gente do que imaginávamos”, disse Ricardo Patah, presidente da UGT, destacando que o distanciamento social foi mantido, apesar de o evento ter caráter de aglomeração. 

Atualmente, têm direito à desoneração 17 setores da economia, entre os quais alguns dos que mais empregam no País (call center, comunicação, tecnologia da informação, transporte, construção civil, têxtil). A medida permite que empresas optem por contribuir para a Previdência Social com um percentual que varia de 1% a 4,5% sobre a receita bruta em vez de recolher 20% sobre a folha de pagamento.

A lei atual prevê que o benefício da prorrogação será concedido até o fim de 2020. O Congresso aprovou a prorrogação até o fim de 2021, mas o presidente Jair Bolsonaro vetou a medida no dia 7 de julho. Nesta terça-feira, 29, os presidentes das centrais seguem para Brasília para tentar um encontro com o presidente do senado Davi Alcolumbre (DEM-AP), na expectativa de derrubar o veto - isso será votado na quarta-feira, 30.

Manifestação organização pela UGT no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo. Foto: Felipe Rau/Estadão

Se o veto for mantido, Patah calcula que 1,5 milhão de trabalhadores perderão o emprego até o fim do ano. “Com quase 14% de desemprego no País e 18 milhões de desalentados, é muito grave se o veto não for derrubado”, afirmou o presidente da UGT. 

Questionado sobre qual seria a saída para o governo a fim de obter recursos para desonerar a folha desses setores, Patah argumenta que a situação atual  é de emergência. “Se o Brasil tiver de emitir moeda, que emita moeda. É melhor do que o povo passar fome."

De acordo com o sindicalista, que diz ser pessoalmente a favor da criação de um novo impostos nos moldes da CPMF,  quando  a situação da economia melhorar, será possível rediscutir o auxílio emergencial, e também se a desoneração da folha continua e para quais setores.

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