Sindicalistas questionam licitação da plataforma P-34

A licitação da plataforma P-34 da Petrobras está sendo questionada pelas centrais sindicais dos metalúrgicos do Estado do Rio e até pelo governo fluminense. A P-34 é a plataforma que em outubro de 2002 adernou, esteve ameaçada de afundar, e por isso precisa passar por obras de adaptação da sua planta de processo. Atualmente a plataforma se encontra na ilha de Santana, em Macaé, aguardando o término da licitação para operar no campo de Jubarte na Bacia de Campos, em frente à costa do Espírito Santo. Ontem, foram abertas as propostas para realização destas obras, avaliadas em US$ 85 milhões e responsáveis pela geração de 1,2 mil empregos diretos. As empresas qualificadas foram GDK Engenharia, Mauá Jurong e Techint/Promon, por ordem crescente de orçamento. Mas as centrais sindicais viram problemas na apresentação da proposta da GDK e pedem sua desclassificação. O documento apresentado em nome da CUT foi levado ao governo do Estado e à Petrobras. O secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Rio, Wagner Victer, comentou que são fundamentadas as críticas à GDK. "A empresa não poderia sequer ter sido qualificada. Apesar de ser uma das melhores no ramo de construção de dutos, nunca fez obra deste porte e o local em que pretende realizar a obra sequer tem licença ambiental", disse Victer.A proposta da GDK propõe realizar as obras em oficina montada no porto de Vitória (ES). Victer descarta interesses do Estado em ficar com a obra. "Existem erros grotescos apresentados pela empresa que são suficientes para desclassificá-la", disse. A P-34 é uma plataforma flutuante do tipo FPSO (produz, armazena e processa petróleo e gás) e desde setembro de 1997 vinha operando no sistema piloto para exploração dos campos de Barracuda e Caratinga na Bacia de Campos, até ser desmobilizada em 2003. A Petrobras não comentou as denúncias dos sindicalistas.

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