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Sindicalistas suspendem negociações com a Kaiser

Os representantes sindicais dos trabalhadores da Kaiser no País decidiram suspender as negociação com a cerveja que estavam em andamento e ainda podem encaminhar denúncia à União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação contra a empresa. A decisão foi tomada ontem em reunião entre os presidentes dos sindicatos que representam os trabalhadores nas oito unidades da Kaiser. A idéia é retomar estas negociações somente após o Grupo Molson, que adquiriu a companhia, aceitar discutir a equalização de salários e benefícios nas unidades. Pelo menos a metade das fábricas estava em sua data-base para renegociação salarial, informou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação, Artur Bueno de Camargo. Segundo ele, a diferença de salários entre as unidades ultrapassa 13%. "Existem diferenças brutais não somente entre os salários pagos pela companhia em sua fábricas, mas também nos benefícios", comentou. Ele disse também que apenas algumas unidades pagam o Programa de Participação no Resultado, enquanto outras sequer foram informadas sobre o assunto. "Se existem diferenças deste tipo entre as fábricas de uma mesma companhia, o que será agora com a junção com outras fábricas, que produzem a Bavária?", questionou. O presidente da Federação atribuiu a diferença às negociações que vinham sendo feitas regionalmente entre a empresa e o sindicato de cada cidade em que ela está instalada. "Sabemos que existem diferenças regionais. O custo de vida em São Paulo é maior do que no Ceará, por exemplo. Pretendemos respeitar estas diferenças, mas desde que elas sejam especificadas e não haja desigualdade aleatória como agora", explicou. A federação, diz o presidente, encaminhou ao Grupo Molson reivindicação para que seja realizada uma reunião até o dia 5 de abril. A partir deste prazo estipulado, os sindicatos devem encaminhar denúncia à UITA (União Internacional dos Trabalhadores da Alimentação). "Queremos que eles (o Grupo Molson) venham a público para explicar o motivo das desigualdades praticadas nas oito fábricas instaladas no Brasil e como ficarão as negociações agora com a Bavaria", afirmou Artur Bueno de Camargo. A Kaiser tem filiados ao sindicato cerca de oito mil trabalhadores em todo o país. A Bavária, outros quatro mil, segundo dados da Federação.

Agencia Estado,

20 de março de 2002 | 14h52

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