Sindicância vai apurar se Cacciola tem privilégio em presídio

Denúncias afirmam que o ex-banqueiro estaria comendo lagosta e outros pratos refinados em Bangu 8, no Rio

Agência Brasil ,

26 de agosto de 2008 | 16h44

A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro determinou nesta terça-feira, 26, a abertura de sindicância para apurar se o ex-banqueiro Salvatore Cacciola, preso em Bangu 8, tem privilégios na alimentação. Veja também:STJ nega mais um habeas-corpus a Salvatore CacciolaEntenda o caso do ex-banqueiro Salvatore Cacciola O objetivo é checar denúncias de que ele estaria comendo pratos refinados, incluindo lagosta, e de como o alimento teria chegado a ele fora dos dias de visita. Segundo assessores da secretaria, é permitido à família de qualquer preso, em dias de visita, levar comida. O advogado de Cacciola, Carlos Ely Eluf, negou que seu cliente coma lagosta na prisão e frisou que ele é alérgico a frutos do mar. "Se ele comer lagosta, vai parar no (Hospital) Miguel Couto. Isso é uma campanha para denegrir sua imagem na opinião pública", sustentou.  Eluf afirmou que Cacciola se alimenta com o mesmo cardápio que os demais presos de sua cela. De acordo com a secretaria, a alimentação de todos os detentos do sistema é composta de arroz, feijão, macarrão e carne. O ex-banqueiro italiano Salvatore Cacciola foi preso pela Interpol no dia 15 de setembro de 2007, em Mônaco, na Europa. Condenado a 13 anos de prisão no Brasil por desvio de dinheiro público e gestão fraudulenta de instituição financeira, o ex-dono do banco Marka estava foragido da Justiça brasileira havia sete anos.

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