Sindicato acusa Eletropaulo por mortes acidentais na rede elétrica

Vinte e oito pessoas morreram em 2002 vitimadas por acidentes nas redes de transmissão de eletricidade da Eletropaulo, segundo denunciou o Sindicato dos Eletricitários de São Paulo. A maior parte dos acidentes foi provocada, de acordo com o vice-presidente do sindicato, Washington Aparecido dos Santos, pela falta de manutenção preventiva do sistema e pelo que ele chamou de "gambiarras técnicas", que teriam sido executadas pela empresa para diminuir os custos operacionais.Este número, segundo o sindicalista, representa quase o dobro da média de 15 acidentes por ano, registrada nos anos anteriores à privatização da empresa, em 1998. Desde que passou a ser controlada, em 1998, pela empresa norte-americana AES, a Eletropaulo reduziu de 12 mil para 3,5 mil o número de funcionários e o sindicato afirma que empresa já não tem equipes suficientes para manter os atendimentos de rotina e que esta é a principal causa dos acidentes.O Sindicato dos Eletricitários e a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) estão em campanha para que o BNDES assuma o controle acionário da Eletropaulo. A Eletropaulo não pagou parcela de US$ 85 milhões que deveria quitar com o BNDES em 31 de janeiro.A Eletropaulo negou, por intermédio da assessoria, que a empresa tenha realizado mudança técnica nos mecanismos dos disjuntores. A assessoria da Eletropaulo disse que a empresa investiu US$ 900 milhões desde a privatização e que "são incorretas as afirmações do sindicato" de que a rede não tem recebido manutenção preventiva."A privatização impôs regras e normas técnicas a serem seguidas e as empresas são fiscalizadas pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Em todos os indicadores da Aneel estamos perfeitamente dentro das normas", informou a assessoria.

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