Sindicato admite greve por causa de demissões na GM

Segundo dados, o desligamento de funcionários da montadora em São José totaliza 802 pessoas

Beth Moreira, da Agência Estado

12 de janeiro de 2009 | 19h10

O secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Luiz Carlos Prates, afirmou nesta segunda-feira, 12, que a entidade realizará assembleia amanhã com os trabalhadores da General Motors (GM) ao final de cada turno para decidir que tipo de ação devem tomar para reverter os desligamentos anunciados hoje pela montadora e evitar novas demissões. O sindicalista não descartou a convocação de greve e paralisações, mas afirmou que a "decisão é dos trabalhadores da montadora".   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Segundo dados do sindicato, o desligamento de funcionários da unidade da GM na cidade totaliza 802 pessoas, dos quais 58 cujos contratos chegaram ao fim e não foram renovados e o restante com contratos rescindidos antes do tempo. A GM confirmou o número total de 797 desligamentos.   "Vamos também procurar o governo federal, que liberou dinheiro para as montadoras mas não evitou demissões", disse. O salário médio de um metalúrgico da GM que trabalha por hora é de R$ 2,8 mil, enquanto o funcionário mensalista recebe em média R$ 4,1 mil.   O sindicalista disse ainda que a reunião de hoje com a direção da GM estava pautada para discutir o pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), uma vez que a montadora teria reduzido o valor acertado com os trabalhadores, alegando que não tinham alcançado todas as metas estipuladas.   Segundo Prates, a GM reduziu o valor da PLR em R$ 600,00. Conforme o sindicalista, a empresa pagou uma primeira parcela da PLR, no valor de R$ 3,5 mil no ano passado e deve pagar neste mês a segunda parte, no valor de R$ 2,7 mil.

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