Sindicato da Construção cobra política habitacional permanente

Objetivo, segundo o presidente do Sinduscon, Sergio Watanabe, é transformar o ‘Minha Casa, Minha Vida’, em um programa definitivo

Circe Bonatelli, da Agência Estado,

29 de abril de 2013 | 11h00

SÃO PAULO - O presidente do Sindicato da Indústria da Construção de São Paulo (Sinduscon-SP), Sergio Watanabe, cobrou do governo federal a implementação de uma política habitacional permanente no Brasil. O objetivo, segundo ele, é transformar o Minha Casa Minha Vida em um programa definitivo, aumentando a visibilidade de empresários sobre o nível de demanda no setor e a perspectiva de investimentos.

O Sinduscon-SP defendeu a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 285, de 2008, conhecida como PEC da Habitação. A proposta determina a vinculação de recursos orçamentários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios aos respectivos fundos de habitação de interesse social, garantindo um fluxo constante de recursos para os programas de moradia.

"O governo poderia perenizar o Minha Casa Minha Vida, aprovando essa PEC", afirmou Watanabe nesta segunda-feira, 29, durante evento que reúne empresários e representantes do governo federal e estadual para discutir gargalos e propostas para o Minha Casa Minha Vida.

Watanabe acrescentou que uma política habitacional permanente é importante para que "empresários, cidadãos e setores da sociedade tenham previsão de investimentos, mas também expectativas de quando o déficit habitacional será zerado". Segundo mencionou, o Brasil tem carência de 5,2 milhões de moradias. "O setor de construção civil precisa se preparar para atender a uma demanda deste tamanho", completou.

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