Sindicato da Construção critica aumento da Cofins

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de São Paulo (Sinduscon-P), Artur Quaresma Filho, criticou duramente o aumento da Contribuição para o Financiamento a Seguridade Social (Cofins), classificando o aumento da alíquota do tributo de mais um obstáculo ao desenvolvimento do País."Todos concordamos que era preciso desonerar a produção. O governo inclusive se comprometeu a não promover novos aumentos da carga tributária. E o que aconteceu? A Cofins foi elevada para 7,6%", ressaltou durante o 5º Seminário da Indústria Brasileira de Construção - ConstruBusiness 2003. O executivo destacou ainda que o governo espera arrecadar R$ 4 bilhões a mais com o aumento da alíquota.Na opinião do executivo, o sistema de cálculo ficou extremamente complexo e onerou mais uma vez as empresas. "Isso já havia ocorrido recentemente, com o PIS e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido", afirmou.O presidente do Sinduscon-SP ressaltou ainda que não se trata apenas de rediscutir a alíquota do Cofins e considera que o episódio é mais uma demonstração de que o País não vai avançar enquanto não fizer reformas "de verdade". "Precisamos reformular profundamente a máquina administrativa, possibilitando ao Estado arrecadar menos e gastar melhor", disse. Quaresma enfatizou ainda a importância de agilizar as Parcerias Público-Privadas.

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