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Sindicato de bancários estuda ação coletiva contra Caixa após vídeo de funcionários fazendo flexões

Situação aconteceu em festa de fim de ano da Caixa, com presença do presidente da companhia, Pedro Guimarães

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2021 | 14h00

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região estuda entrar com ação judicial coletiva contra a direção da Caixa depois que funcionários do banco tiveram de fazer flexões em uma festa de fim de ano, sob comando do presidente da instituição, Pedro Guimarães. Para o sindicato, o fato pode configurar assédio moral.

Vídeos mostram funcionários fazendo os exercícios enquanto Guimarães faz a contagem regressiva ao microfone no palco. 

O evento, realizado em Atibaia, foi chamado de Nação Caixa e contou com a presença de gerentes, superintendentes e funcionários de alto escalão da companhia. De acordo com o dirigente do sindicato e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, Dionísio Reis, há uma insatisfação dos trabalhadores do banco em relação à administração do banco estatal. "A gestão desloca os funcionários a bel prazer, com mais de uma reestruturação por ano. Temos relatos da alta direção do banco sobre os destratos que ele (Pedro Guimarães) faz", fala.  

O jurídico do sindicato estuda a possibilidade de entrar com uma ação judicial coletiva contra a direção da Caixa, com o motivo principal sendo assédio moral. Ainda não se sabe por quais vias isso deverá ser feito, mas, de acordo com Reis, material referente à festa de fim de ano já foi anexado a uma denúncia feita ao Ministério Público do Trabalho sobre assédio contra a estatal. "O assédio moral tem sido prática constante contra funcionários da Caixa", completa Dionísio. 

Procurada pelo Estadão, a Caixa informou, por meio de nota, que não se manifestará sobre o assunto. 

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