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Sindicato de Belo Monte espera acordo até 1º de maio

Trabalhadores dos cinco canteiros de obras do maior empreendimento do PAC continuam parados

Fátima Lessa, da Agência Estado,

27 de abril de 2012 | 20h46

O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada do Pará (Sintrapav/PA) espera que o Consórcio Construtor de Belo Monte apresente uma nova proposta até terça-feira para entrar em acordo com relação ao fim da greve dos trabalhadores da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O CCBM e o Sintrapav voltam se encontrar no dia 2, na Vara da Justiça do Trabalho de Altamira do Pará.

Na sexta-feira, os trabalhadores dos cinco canteiros de obras do maior empreendimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) continuaram parados. Só funcionaram os serviços essenciais, que vêm sendo mantidos desde o início da greve deflagrada no dia 23.

Em audiência conciliatória na Vara da Justiça do Trabalho de Altamira, na quinta-feira, o CCBM aceitou a proposta de esperar o fim da greve até o fim da tarde de 1º de maio. Na ata da audiência consta que esse prazo serve "até para a tentativa de celebração de acordo", sob a condição de que a liminar "esteja restabelecida no dia seguinte (2 de maio), com efeitos retroativos à data de sua concessão, na hipótese de os trabalhadores não retornarem às atividades".

O Sintrapav aguarda também a decisão na ação judicial que protocolou no Tribunal Regional do Trabalho do Pará e Amapá, com o objetivo de cassar a liminar que decretou a ilegalidade da greve na quarta-feira. A decisão foi expedida pelo desembargador Georgenor de Souza Franco Filho, do TRT da 8ª Região, e estabeleceu uma multa de R$ 200 mil por dia de paralisação dos trabalhadores.

Os 7 mil trabalhadores das obras de Belo Monte entraram em greve exigindo aumento do valor da cesta básica de R$ 90 para R$ 300 e a redução do intervalo entre as visitas às famílias (para migrantes) de seis para três meses. O CCBM ofereceu um valor de R$ 110 para a cesta básica, mantendo o prazo de seis meses para as visitas às famílias.

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