Paulo Vitor/Agência Estado
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Sindicato de petroleiros volta atrás e pede à Petrobrás para discutir novo acordo do TST

Sindipetro-RJ não havia aderido à acordo firmado entre a FUP e a Petrobrás; entidade alega que Justiça extinguiu mediação que estava em curso antes de apresentar nova proposta

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2019 | 16h53

O Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) quer aderir ao acordo feito pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) com a Federação Única dos Petroleiros (FUP) na última sexta-feira, 25. O acordo evitou uma greve por tempo indeterminado da categoria, depois que o tribunal melhorou a proposta com sugestões da FUP.

 

Em carta enviada pelo Sindipetro-RJ à Petrobrás na tarde desta segunda-feira, 28, a entidade argumenta que o TST extinguiu a mediação que estava em curso antes de apresentar a nova proposta, incluindo tópicos que não constavam originalmente da proposta que foi submetida às assembleias na base do sindicato.

“Assim, na busca de um tratamento isonômico, que possa equalizar os direitos de parcela significativa da categoria, o Sindipetro-RJ solicita a esta companhia (Petrobras) que se posicione acerca da eventual extensão da nova proposta”, solicita à estatal em carta.

O TST concordou com quatro de seis itens sugeridos pela FUP para melhorar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2019, que havia sido proposto pelo órgão como mediador do impasse entre a Petrobras e os seus empregados. De acordo com despacho publicado pelo ministro vice-presidente do TST Renato de Lacerda Paiva, na sexta-feira, a estatal e a FUP serão convocadas para discutir o novo ACT. As melhorias envolvem temas como Plano de Saúde, banco de horas, turno de 12 horas em terra e mensalidade sindical. O ajuste salarial foi mantido em 70% do INPC.

Em assembleia, os filiados do Sindipetro RJ haviam aprovado a aceitação do acordo mesmo antes dos avanços do TST, mas a direção da entidade decidiu não assinar o documento na sexta-feira e anunciou que convocaria assembleias para realizar uma greve, a exemplo do que estava sendo proposto pela FUP.

Agora, o Sindipetro RJ pretende realizar assembleias para levar o novo texto do TST à votação e, se aprovado, assinar o acordo a exemplo da FUP, encerrando assim negociações que se arrastam desde maio.

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