Sindicato de servidores do IBGE quer participar de comissão para apurar erros da Pnad

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Sindicato de servidores do IBGE quer participar de comissão para apurar erros da Pnad

Em documento, o sindicato defende que o erro na pesquisa é de responsabilidade de toda a instituição

Idiana Tomazelli, O Estado de S. Paulo

26 de setembro de 2014 | 19h03



O sindicato dos servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) enviou ao Ministério do Planejamento e à Presidência da República um pedido para participar, "no mínimo como ouvinte", da comissão de sindicância e de especialistas formalizadas na última terça-feira (23), para apurar os erros na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013. O ASSIBGE-SN também solicitou uma reunião com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e com a presidente, Dilma Rousseff, para tratar da crise no órgão.

Em documento protocolado junto ao Ministério do Planejamento e à Presidência, o sindicato se diz preocupado com os acontecimentos recentes e defende que o erro é de responsabilidade de toda a instituição, não individual. "A delicada situação pela qual passa o IBGE exige um tratamento global, para que o instituto saia fortalecido desse processo", pontuou o ASSIBGE-SN.

Técnicos do IBGE já haviam demonstrado desconforto com as comissões, anunciadas na sexta-feira (19) por Miriam Belchior. O maior alvo das críticas é a comissão de sindicância, cujo objetivo é identificar os responsáveis pela falha. A comissão é formada por auditores e analistas de controle, incluindo o secretário-executivo da Casa Civil, Valdir Moysés Simão, e o delegado da Polícia Federal (PF) Ricardo Hiroshi Ishida. A presença do delegado foi considerada um exagero tanto pelo sindicato quanto por especialistas usuários das pesquisas do IBGE.

A decisão do governo foi uma reação à polêmica causada após o instituto anunciar, na sexta-feira, um erro no tratamento dos dados da Pnad 2013, divulgada um dia antes. Após revisar as informações, o instituto revelou que, em vez de subir ligeiramente, a desigualdade de renda caiu um pouco, enquanto o rendimento médio do trabalho cresceu 3,8%, em vez dos 5,7% divulgados.

O sindicato também citou que o corpo técnico do IBGE tem muitas vezes atuado "de maneira sobrecarregada, em equipes enxutas e carentes de estrutura adequada". "Estamos vendo com muita preocupação a solução encontrada pelo governo federal para tratar a questão", diz o documento.

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