Sindicato de SP prevê contratação de 10 mil temporários

Dos 50 mil empregados temporários que trabalharam no comércio paulistano durante o Natal, 10 mil devem ser efetivados, o que representa 20% do total. A previsão é do vice-presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de São Paulo, Ricardo Patah. Bastante otimista, ele está batizando 2002 como "o ano dos empregos temporários" e acredita que o comércio se consolidará como a locomotiva do trabalho no Brasil. "Voltaremos a ser o celeiro do emprego", prevê.Patah lista alguns fatores que devem permitir o aumento das contratações efetivas este ano. Além do peso negativo do racionamento de energia elétrica já estar praticamente dissipado o fato de 2002 ser um ano eleitoral vai ajudar a ampliar o nível de emprego. "O governo vai liberar mais recursos e a agricultura vai ter um papel importante nesse contexto. Estamos esperando uma safra recorde e isto trará conseqüências rápidas ao comércio", afirma.Primeiro, explica Patah, porque a maior oferta de produtos agrícolas tenderá a fazer os preços caírem e o consumo aumentar. Em segundo lugar, o fato de os próprios agricultores lucrarem mais servirá para aquecer as vendas de produtos como tratores, carros e maquinários, o que também poderá contribuir para o aumento de emprego.Apesar de o primeiro mês do ano ainda estar na metade, Patah diz que o sindicato já sente uma melhora no cenário de contratações efetivas em janeiro. Ele declara ainda que o meio do ano é promissor. "Apesar de a Copa do Mundo ser realizada de madrugada para os brasileiros e o Brasil não estar jogando bem, teremos uma grande venda de camisetas, fogos de artifício e artigos esportivos", acredita. "Com essa somatória de fatores, acredito que vamos ultrapassar o número de meio milhão de empregos temporários na capital até o final do ano", projeta.Entre os segmentos que mais se destacaram no ano passado com a contratação de funcionários temporários estão os shoppings de classe média e alta e os supermercados. O vice-presidente do sindicato diz que, devido a uma combinação de fatores, que inclui a alta do dólar, as pessoas que costumavam viajar pelo Brasil ou para o exterior, voltaram as atividades de lazer para os shoppings. Ele afirma ainda que as revendas de automóvel também registram um bom desemprenho. "Apesar de a margem de venda ter sido menor, o crescimento em 2001 foi de 10% em relação ao ano anterior", ressalta.

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