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Sindicato denuncia erro nos extratos da Caixa

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo vai entrar com ação de denúncia junto ao Ministério Público do Trabalho solicitando a apuração de erros de cálculos nas contas do FGTS para o pagamento dos expurgos dos planos Verão e Collor 1. Segundo o presidente da entidade, Ramiro de Jesus Pinto, quem tinha mais de uma conta no período pode estar sendo lesado. "Algumas contas simplesmente desapareceram." Na semana passada, o sindicato constatou em vários extratos enviados pela Caixa Econômica Federal que os valores eram inferiores aos informados pelos bancos privados, que até 1991 eram responsáveis pelos depósitos. Há casos, segundo o sindicalista, em que a diferença a menor chega a R$ 9 mil. Sua própria conta tem diferença de quase R$ 3 mil. Segundo ele, o valor corrigido a que teria direito é de R$ 3,4 mil, mas no extrato da Caixa só aparece pouco mais de R$ 500. "Isso é um roubo violento. Ou os bancos desviaram o dinheiro, não repassando os valores para a Caixa, ou a própria Caixa desviou. Não sei se por má-fé ou por engano, mas isso precisa ser apurado." Os advogados do sindicato deram início à denúncia na sexta-feira. O Sindicato dos Metalúrgicos ganhou na Justiça ação que beneficia 350 mil trabalhadores. Eles terão direito a receber o expurgo integral e de uma única vez. Pelo acordo acertado entre o governo, centrais sindicais e empresários, quem tem mais de R$ 2 mil terá o valor parcelado e com deságio que varia de 8% a 15%. Filiado à Força Sindical, que ajudou o governo a preparar o acordo, o Sindicato dos Metalúrgicos está orientando os sócios a desistirem do termo de adesão ao acordo porque os valores a serem pagos com a ação são maiores. Foi durante a entrega de documentos para esse processo que a entidade descobriu o sumiço de contas. Segundo Pinto, de 60 extratos averiguados, pelo menos 30% estavam errados. "Não podemos pedir a suspensão do acordo porque nem todos estão sendo prejudicados. Além disso, para quem tem menos de R$ 1 mil a receber não é vantagem esperar." A mesma opinião tem o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, que hoje vai solicitar audiência com o ministro do Trabalho, Paulo Jobim, para que ele peça averiguação dos erros e dê garantias aos prejudicados de receberem as diferenças. Paulinho deve se desligar da central nesta semana para se dedicar à campanha presidencial como candidato à vice na chapa de Ciro Gomes (PPS).

Agencia Estado,

10 de junho de 2002 | 10h26

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