Sindicato descarta mais demissões no comércio até março

Com a queda das contratações temporárias e redução das efetivações, demissões não serão tão necessárias

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

16 de janeiro de 2009 | 15h11

O presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Ricardo Patah, descartou demissões em grande escala no comércio da capital paulista, por causa dos efeitos da crise, pelo menos até março. Segundo ele, as homologações de rescisões de contratos de trabalho com mais de um ano caíram 40% na primeira quinzena de janeiro em relação ao mesmo período do ano passado. Patah justificou a queda das rescisões ao movimento de saldões que aqueceram as vendas do varejo em janeiro. Além disso, a maioria das dispensas ocorreu entre os temporários, que não entram nesta estatística. Veja também:Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  O dirigente disse que a expectativa de retração do consumo levou os lojistas a reduzirem em 10 mil o número de contratações temporárias nessa temporada, para 25 mil vagas. O porcentual de efetivações desses trabalhadores também recuou de 70% no ano passado para 50%, em 2009, o que teria reduzido a necessidade de demissões entre os contratados. "O emprego no comércio ainda não sofreu os efeitos da crise. Os lojistas tiveram um bom desempenho em dezembro, que deve se manter em janeiro e fevereiro. A nossa preocupação é com o movimento a partir de março", afirmou.

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