Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Sindicato diz que GM deve demitir 819 metalúrgicos em São Caetano do Sul

Demais trabalhadores da linha de produção da fábrica no ABC paulista serão colocados em férias coletivas; segundo o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, montadora anunciou decisões em reunião com funcionários, na semana passada

IGOR GADELHA, Agência Estado

21 Maio 2015 | 18h05

A General Motors (GM) pretende demitir os 819 metalúrgicos que devem voltar de lay-off (suspensão temporária dos contratos) no dia 9 de junho e colocar em férias coletivas os demais trabalhadores da linha de produção da fábrica de São Caetano do Sul (SP). Segundo o presidente do sindicato dos metalúrgicos da cidade, Aparecido Inácio da Silva, a montadora anunciou as decisões durante reunião com os funcionários, na semana passada. A empresa não se pronunciou sobre o assunto.

A proposta da GM, disse o dirigente sindical, é para que as férias coletivas comecem no dia 8 ou 15 de junho e durem de 16 a 20 dias. "Estamos negociando com a empresa para ver se ela troca essas férias por um day-off, quando os funcionários ficam em casa durante alguns dias da semana, mas recebem salário integral, sem prejuízo nas férias (individuais)", afirmou Silva. Segundo ele, a ideia da empresa é de que, caso haja acordo na próxima semana, a parada comece dia 8. "Como não tem tido avanço, tudo caminha para o dia 15", comentou.

No caso das esperadas demissões, o dirigente diz que o sindicato está tentando construir um acordo para garantir a estabilidade do emprego dos 819 trabalhadores e não o pagamento de seis salários como previsto inicialmente no lay-off. Na manhã desta quinta-feira, 21, os metalúrgicos se reuniram com a direção da montadora para negociar, mas, de acordo com o presidente do sindicato, não houve avanço. Um novo encontro foi agendado para a terça-feira, 26.

Caso as demissões se confirmem, será o segundo corte feito em São Caetano em pouco mais de um mês. No dia 8 de maio, a montadora demitiu 150 metalúrgicos da unidade, dos quais 50 estavam em licença remunerada. Na fábrica, além dos 819 trabalhadores com contratos suspensos, há 900 funcionários em lay-off desde a segunda-feira até outubro. O afastamento foi uma alternativa encontrada pela empresa e pelo sindicato para evitar a demissão de 386 trabalhadores que também estavam de licença.

São José dos Campos. Em assembleia hoje, metalúrgicos da GM de São José dos Campos, interior paulista, decidiram aderir ao Dia Nacional de Paralisação, programado para 29 de maio, em protesto com o projeto de lei que amplia a terceirização no País. No encontro, eles também cobraram da montadora abertura imediata das negociações sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), alegando que estão atrasadas. O sindicato da cidade ameaça entrar em greve caso a demora continue. Na unidade, há 798 trabalhadores em lay-off até agosto.

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