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Sindicato do IBGE promete manter greve e diz que mais dados serão afetados

Trabalhadores exigem a realização de concurso público para preenchimento de mais de quatro mil vagas, além de valorização salarial

Daniela Amorim, Agência Estado - Texto atualizado às 12h50

26 de junho de 2014 | 10h09

O sindicato dos servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirmou que a paralisação de servidores vai continuar e deve atrapalhar novas divulgações de indicadores. A greve impediu nesta quinta-feira, 26, a divulgação de dados sobre o mercado de trabalho em duas das seis regiões metropolitanas do País, apuradas pela Pesquisa Mensal de Emprego.

Em 2012, uma greve de servidores também atrapalhou por dois meses a divulgação da mesma pesquisa. À época, os dados também de Salvador e de Porto Alegre não ficaram prontos a tempo. "Sabemos que o esforço grevista tem implicações sim. Mas vamos seguir no esforço", disse Ana Magni, diretora da ASSIBGE-SN, antes do início da coletiva de imprensa, na sede do instituto, no centro do Rio de Janeiro, para comentar a pesquisa. "Mais e mais dados serão prejudicados daqui para frente se não for recomposto o quadro técnico", exemplificou.

A presidente do IBGE, Wasmália Bivar, disse hoje ser improvável que outras pesquisas sejam afetadas pela greve de servidores no órgão. Segundo ela, a paralisação vem perdendo força entre os funcionários, que começam a voltar ao trabalho. 

"Deslocamos funcionários para recuperar as informações que não foram divulgadas. Acreditamos que as informações serão recuperadas", garantiu Wasmália, salientando, entretanto, que os dados coletados com atraso ainda passarão pelo controle de qualidade da equipe técnica da pesquisa lotada no Rio de Janeiro.

Wasmália afirmou que a greve já perde força entre os funcionários do instituto. Segundo ela, após um pico de adesão de 24%, hoje a paralisação alcança apenas 15% dos funcionários.

"A despeito de o sindicato não decretar o fim da greve, as pessoas estão voltando ao trabalho. Isso torna muito improvável que os dados não sejam divulgados ou sejam atrasados", afirmou a presidente.

O IBGE informa que as unidades do Acre e Amazonas já abandonaram o movimento grevista e retomaram os trabalhos integralmente. No entanto, Wasmália reconhece que a paralisação ainda afeta consideravelmente alguns estados. "A greve, com adesão de 15%, nos afetaria muito pouco. A questão toda é a não uniformização. Tem lugar que está 100% em greve, outros com muito pouca gente", reconheceu ela.

Os trabalhadores em greve exigem a realização de concurso público para preenchimento de mais de quatro mil vagas, além de valorização salarial do patamar de órgãos do ciclo de gestão, como Banco Central e Comissão de Valores Mobiliários.

"Daqui para frente, (vocês) sempre tem de se perguntar o que está sendo divulgado e em que medida está retratando de fato a realidade brasileira. Sabemos que vai depender da nossa pressão coletiva, da nossa organização, conquistar o futuro melhor para o IBGE, portanto, não desistiremos", declarou Ana.

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